Terça-feira, Novembro 10, 2009
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Padralhada aqui é que não

Apatia
Deixei de tentar simplesmente agradar às outras pessoas, sem contudo sentir a necessidade de lhes ser hostil. Eram-me simplesmente indiferentes. Ninguém tinha nada a ver com a minha vida, e tentava dar o mínimo de satisfações possíveis sobre mim, sobre o que quer que fosse que tivesse a ver com a minha vida, com a minha privacidade. Tinha deixado se sentir interesse por todos. Mesmo mulheres que antes me despertavam a atenção, mesmo mulheres com quem antes teria tentado tudo para dar uma boa foda, hoje em dia simplesmente não me interessavam.
Nada me desperta interesse.
Ninguém me me consegue fazer mexer.
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
semmed to be antecipating it all
Standing aside, sharp as an eagle
quietly staring at the crowd
In the dancefloor, animals are acting
drama and theater in a zoo
When the others gone to sleep
I took you to come on a trip
I don´t talk much, you don´t smile
we are predatores in the wild
You are so sick and I am so mean
Different realities through the same screen
Once again you started a fight
You screw up and then went home
So now you are thinking of me all alone
Wanting me to get along
We could try this for one last time
it´s not easy to escape from reality
The next day would be no tomorow
not for the sadness and not for the sorrow
talk like that
This is just for the show off. We are all stupid posers in a dumb world.
Let's take a walk and get lost through the city.
Trough the universe.
Domingo, Outubro 25, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
...
For the breakfast, apples, cigarrets. Afterwards the split.
At the sunset, in the end of the afternoon, we walked out of the house.
A kiss goodbye and a smile.
Past doesen´t exist cause I don´t give a cheat anymore.
I was back in the streets again like a wild cat after a long night.
Swet was all over me, and so was that smell.
I then walked the streets alone alone, trying to find a place to wash my face and take a cofee.
In the meanwhile I was thinking.
Girls turn me on while they pass. They pose their bodys while they move.
They look without stare.
Tonight, a different night.
Other questions,different decisions.
Shoul I stay or should I go now.
Where will I be?
Sun is shinning
I can now be me again.
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Estou farto de tudo.
Alguém me pegue pela mão e me leve para um lugar melhor, onde o sol brilhe.
Estou farto de tanto sofrimento...
Domingo, Outubro 18, 2009
"A Bíblia é um manual de maus costumes"
Saramago: "A Bíblia é um manual de maus costumes"
18.10.2009 - 18h49 Lusa
José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.
“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.
“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.
Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.
“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.
O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.
“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.
“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.
“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.
In: PÚBLICO
Deixa-se de acreditar
Não consigo gostar de ninguém, esta é a realidade.
On the Road Again

Andar outra vez na estrada sempre de um lado para o outro, relativiza bastante as diferenças entre as várias realidades. E o não ter que dar explicações a ninguém é um enorme prazer e inspira uma incrível sensação de liberdade.
Como afirma Cal, o personagem interpretado por James Dean em East of Eden:
"I Don´t have to explain anything to anyone"
Eskorbuto - Los demenciales chicos acelerados
Download de Los Demenciales Chicos Acelerados (1988)
Password: By Choka
Via: punkrocker-4ever.blogspot.com
Download da Discografia de Eskorbuto (1982-1998)
Via: punkrocker-4ever.blogspot.com
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Resting
It´s dificult to acess the outer world, but it feels relaxing sometimes, being here again.
Once again, everything had gone wrong.
Once again, I had predicted it, and so it happened, but even worse than I thought.
Once again, It was not my fault, I don´t have much to regret.
I feel loose, trying to let myself go.
And most of all, I don't have to spend my precious time with psico sick people.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Amigos como antes
Não sou.
Não tenho mais paciência para eternos adolescentes mal-amados.
Amigos como antes. Como antes de teres nascido.
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Destilo Ódio
[Adolfo Luxúria Canibal - Zé dos Eclipses / Mão Morta]
Odeio o teu esqueleto ciumento
E os seus ornamentos de suicida
Destilo ódio!
Odeio as tuas tesouras perversas.
Destilo ódio!
Odeio a colecção de animais embalsamados
Que escondes nas gavetas do teu quarto.
Destilo ódio!
Odeio essas peçonhentas mãos de bruxa
E a obscenidade das tuas unhas.
Destilo ódio!
Odeio-te amuleto maligno que me intoxicas os sonhos
Com esse hálito pérfido que até o metal corrompe.
Destilo ódio!
Odeio-te barca sonâmbula.
Destilo ódio!
Odeio-te farol esclerosado
Onde a luz cresce mutilada.
Destilo ódio!
Odeio-te morte mansa
Que forras de veludo as paredes desta alcova.
Destilo ódio!
Odeio-te maldita celerada.
Loneliness
And pain because you sense the lack of trust in everyone, because you finally realize you can not ever trust no one ever, and that this is teh only thing you can count on for real.
Love is a lie, sex is just phisical. Friendshiep is just an illusion.
When you realize this, your life turns grey but real.
Quinta-feira, Setembro 04, 2008
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Ditados Espanhóis
Quien mucho abarca, poco aprieta - "Quem muito abarca, pouco aperta" - é melhor fazer uma coisa por vez e bem feita, que muitas coisas ao mesmo tempo e mal feitas
(Mohandas Gandhi)
Amor não se implora, não se pede não se espera...
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Ciúmes
Espera a própria morte, das ilusões, não quero pensar. Sair porque estava podre, havia um certo ar. Os corpos frios a latejar artifício que reaparecia como pedra vaporizada ruborizavam a mentira podre e prolongada que exalava entre cada suspiro... o ácido escuro e frio, descarregava. hipocrisias e..
mesmo assim, não foi possível não mergulhar um momento nas águas quentes da serenidade, quando o relógio, que abstraio, parado. Não sei. Sucede, e fingir causa-me sofrimento. À medida que saboreava o veneno, procurei o olhar, o gesto e a atenção. a rua era o habitat. Não fiz nada, a mente... visualizava o calor da langonha latejante, o apontamento no papel sentir é chupar oportunidade que acumula sucessiva surpresa. adiaria, mas
Fecha os olhos
Um riso aberto, gargalhadas sufocantes que se engolem em seco
instinto sem
e quando não há nada sonhos, bons prenúncios quando nada se torna perverso...
a deseja,
ânsia da glória
nisso
do outro teu tempo da espera à espera
e adormecer sem ...
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Sexta-feira, Maio 02, 2008
Albert Hofmann: morreu o pai acidental do LSD
No seu livro de 1976, "LSD: O meu filho problemático", o químico suíço Albert Hofmann, que em 1943 descobriu fortuitamente os efeitos psicadélicos do LSD e se tornou na primeira cobaia humana de uma trip de ácido, começa assim um dos capítulos: “Já ouvi e li inúmeras vezes que o LSD foi descoberto acidentalmente. Isso não é totalmente verdade. O LSD nasceu de um programa de investigação sistemático e o 'acidente’ só aconteceu muito mais tarde.”
Albert Hofmann, o pai acidental da droga psicadélica mais potente do mundo, morreu ontem de ataque cardíaco na sua casa perto de Basileia, na Suíça, aos 102 anos de idade. O anúncio foi feito no site da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicadélicos, entidade californiana que promove a investigação médica de substâncias como o LSD e a marijuana e que reeditou o livro de Hofmann em 2005. Terá morrido “feliz e satisfeito” por ter visto “a renovação da investigação científica da psicoterapia à base de LSD”.
A imagem projectada por este homem, nascido em Baden em 1906, doutorado em 1929 pela Universidade de Zurique, que vivia numa pacata vila do Jura e trabalhou sempre (até 1971) para a empresa farmacêutica Sandoz, hoje Novartis, não corresponde a alguém que tomou ácido centenas de vezes ao longo da vida, a droga predilecta do movimento hippie nos anos 60. Imagina-se um severo cientista de comportamento tão impecável como a sua imaculada bata de laboratório, mas Hofmann defendeu sempre o LSD enquanto “medicamento da alma” – não só contra doenças do foro psiquiátrico como a esquizofrenia, mas também para combater a superficialidade humana dos tempos modernos. E acusou os apóstolos da era psicadélica – o mais célebre dos quais foi Timothy Leary, professor de psicologia de Harvard e um dos maiores promotores do abuso do LSD pelos estudantes norte-americanos – de terem arruinado o futuro promissor da droga. Devido a esses abusos e às histórias de terror em torno das trips que acabavam mal, deixando sequelas psíquicas ou conduzindo ao suicídio alucinado os seus consumidores “recreativos”, o LSD, comercializado pela Sandoz desde 1947 sob o nome Delysid para exclusivo uso médico, foi ilegalizado em 1966 nos EUA e na Europa e o seu fabrico industrial interrompido.
O dia da bicicleta
O fabrico do LSD não foi de facto acidental. Quando da sua primeira trip Hofmann andava há anos a estudar ingredientes de plantas medicinais, tendo sintetizado este composto cinco anos antes, em 1938. Mas a descoberta dos efeitos espectaculares do ácido ao nível psíquico foi fortuita.
Tudo começou na sexta-feira 16 de Abril de 1943. Hofmann estava a repetir, no seu laboratório da Sandoz, em Basileia, experiências com a “dietilamida de ácido lisérgico-25”, o vigésimo quinto composto que fabricara a partir da chamada ferrugem do centeio. A ferrugem é um fungo tóxico, mas é também a fonte de medicamentos como a ergotamina, que serve para aliviar as enxaquecas, e a ergometrina, usada para provocar o parto e controlar hemorragias.
Nesse dia, Hofmann começou subitamente a ter vertigens (sob o efeito de uma ínfima dose de LSD-25 que pingou na sua mão e que terá inalado ou absorvido através da pele). Como não se conseguia concentrar, decidiu ir para casa, onde passou o resto do dia mergulhado em coloridas alucinações.
Na segunda-feira seguinte, regressou ao laboratório já recuperado e convencido que o estranho estado mental do fim-de-semana se devia ao LSD-25. Para o confirmar tomou, desta vez deliberadamente, um quarto de grama – uma dose pelo menos cinco vezes maior do que é necessário para ter alucinações. Temendo ficar doente, pegou na bicicleta e foi para casa – mas a trip apanhou-o a meio caminho. Para os adeptos do LSD, aquele dia será para sempre recordado como o “dia da bicicleta”.
Hofmann publicou mais tarde um relato da sua experiência contando que, na altura, pensou que tinha enlouquecido. Desta vez, a trip foi má e Hofmann teve alucinações aterrorizadoras. No dia seguinte, os efeitos tinham desaparecido e Hofmann sentia-se “perfeitamente bem”.
Efeitos especiais
Os efeitos do LSD são espectaculares; é literalmente a droga dos efeitos especiais. Em particular, surgem alterações na percepção do tempo e do espaço e as sensações visuais tornam-se extremamente vívidas. A música pode evocar sensações visuais e a luz produzir impressões sonoras. A viagem começa 30 a 60 minutos depois da ingestão e dura cerca de 10 horas. No entanto, podem também acontecer flashbacks alucinatórios durante anos sem que a pessoa tenha novamente consumido ácido.
Para além disso, tal como a segunda trip de Hofmann no dia da bicicleta já o deixava prever, as experiências são muito variáveis e pessoais e podem ir – conforme a personalidade, as expectativas, e o ambiente em que o LSD é consumido – do maravilhoso ao pesadelo. Há quem sinta um tal pânico e manifeste sintomas tão marcadamente psicóticos que precisa de ser hospitalizado.
Entre 1947 e 1966, o LSD foi utilizado para tentar tratar o alcoolismo e o autismo e para aliviar o sofrimento dos doentes com cancro terminal. Foi ainda utilizado para tentar perceber as psicoses “a partir de dentro” e administrado em condições de laboratório a centenas de pessoas. A CIA, por seu lado, viu no LSD uma potencial arma química, mas os testes realizados em pessoas desprevenidas – muitas das quais ficariam traumatizadas com a experiência – não parecem ter sido convincentes.
Geração psicadélica
Entretanto, o LSD começou a ser utilizado para fins puramente recreativos. Entre as pessoas que o experimentaram e que divulgaram as suas experiências encontram-se celebridades como o escritor Aldous Huxley e o actor Cary Grant.
A festa acabou em 1966, quando a imprensa começou a revelar os casos de jovens que se atiravam pela janela, que se tornavam psicóticos, ou que olhavam para o Sol até ficarem cegos (estima-se que, nesse ano, houvesse quatro milhões de utilizadores norte-americanos). Quando o LSD se tornou ilegal, Leary e outros gurus da geração psicadélica foram presos nos EUA, no meio de um violento debate social. O consumo de LSD continua hoje, embora com menor impacto.
Hofmann tinha também uma costela mística, que o levou a estudar a química dos cogumelos e outras plantas sagradas utilizadas nos rituais psicadélicos no México. Argumentava que o LSD o tinha levado a adquirir uma nova visão da realidade e das maravilhas da criação. Aliás, num outro livro, "Insight Outlook", de 1989, salienta o Washington Post, chegou a escrever que o LSD, tomado por “pessoas mentalmente estáveis e em condições adequadas”, poderia ser bom para o mundo ocidental, pejado de “materialismo, desligado da Natureza e desprovido de uma filosofia da vida capaz de dar sentido às coisas”.
Quanto ao facto de o LSD ter alguma coisa a ver com a sua longevidade, Hofmann desmentiu-o, lê-se no mesmo diário, quando das celebrações do seu centenário, em Basileia. Disse a um jornalista que o que o mantinha em forma era o seu hábito de comer um ovo cru por dia – e não, como muitos pensavam, as suas experiências, já longínquas, com o LSD.
é o desejo possessivo de querer possuir outra pessoa que nos leva à cegueira...
Quarta-feira, Abril 23, 2008
Life´s a bitch

Não posso dizer mais... Vem-me à memória aquele gesto em particular que ela oferece gratuitamente a qualquer outro. Não a culpo a ela. Culpo-me a mim próprio. Desisti dos amores ideais que nada fizeram na realidade. Vai daí fui para a cama com uma deusa Vénus italiana, Elsa, que ainda hoje me põe louco de desejo só de pensar nela. De desejo e não só: há muito tempo que uma mulher não me despertava tanto fascínio e apetite sexual ao mesmo tempo. No sábado seguinte voltei a dormir com Babie, um bocado a pedido, e ao mesmo tempo porque me daria um poder perverso rebentar com isto na cara de Mara. Feito está... No sábado seguinte, doía-me a alma, e não havia Elsa para ninguém. Depois à medida que a semana avança, vão-se as Elsas e surgem as Lúcias... Se pudesse dava-lhes um beijo, ressuscitávas-la do sono profundo com muito calor humano, e opinaríamos da impertinência nas histórias de encantar dos títulos "monárquicos", enquanto fodíamos e nos vínhamos sem parar...
Azar.
Esta merda consome um gajo...

O nascimento de Vénus - Sandro Botticelli
Sábado, Março 22, 2008
Quarta-feira, Março 19, 2008
Milagres
Deixei de ter o ónus da responsabilidade. Em tudo. Vejo os meus amigos em alvoroço geral, tentando desesperadamente mandar uma foda rápida sem muita conversa, como eu há uns tempos, ou aqueles que se resignam à monotonia de uma coisa certa, mesmo que às vezes nem estejam apaixonados, e nada do que vejo me fascina, ou me dá vontade de mudar.
Todas as minhas resoluções para o novo ano seriam mais e mais mulheres, mais e mais romance, mais e mais aventura. Este ano foi simplesmente acabar com as pseudo-relações que tive, e desmistificar as deusas, que de deusas tinham pouco, do meu altar. Reduzidas à condição de fúteis e desprovidas de qualquer beleza interior, consegui ancorar na acalmia. Agora estou na expectativa. Consigo todos os dias encontrar e descobrir um sem número de defeitos e de futilidades, passivamenteo, que confesso me tiraram toda a vontade de envolvimento. Fico assim como que à espera de um milagre...
Domingo, Fevereiro 17, 2008
II
Isto é o pensamento teórico da situação do momento. Toda a vontade que não parecer intuitivamente a que parece vestir maravilhosamente bem, não adianta sequer repensar. Quer isto dizer que o que se passa é que, depois de mascar muito nas coisas graças aos efeitos fantásticos dos freddygatos, como que meditei e percebi que nos últimos tempos andava a receber demasiadas más energias, e depois reflectia isso inconscientemente. A paisagem agora é outra, e o estado de espírito também. Por vezes, e mesmo no meio da loucura, tenho que me abstrair um bocado do plano debaixo, e meditar mais por alto nas coisas. É possível tentar evitar os focos de más energias, intervir de longe neles chamando a atenção a outros que o fazem inconscientemente, ou simplesmente afastarmo-nos ou ignorá-los. Desta forma é possível evitar perder tempo e limpar do meu mundo das ideias aquilo que me dá stress. A disposição é completamente diferente, e tudo deixa de parecer uma guerra. É o amor o único objectivo, e não os jogos, nem o sofrimento nem a tragédia.
Mas na prática, o romance continua. Conheci Babi, uma mulher muito interessante, no final da noite numa dessas festas (não me lembro muito bem como), e passámos uns dias maravilhosos juntos. Contudo isto levantou-me problemas. Continuo apaixonado por Mara, e inclusivé tivémos uma espécie de birra recentemente, em que andámos uns dias sem comunicar, mas o facto é que quando estou com ela me sinto a flutuar, apesar de não se ter avançado com grande coisa concretamente, fomos-nos aproximando mais, e não sei porquê ela faz-me sentir tranquilo. Há uma espécie de empatia mágica entre os dois, e ela também já percebeu isso. Ontem ouvi uma boca que dava aqui que contar. Mas não voi fazê-lo. Tudo parece bem.
Mas há Babi. Babi foi passar um mês à Polónia, de onde é natural, mas daqui a umas semanas estará por aí. A verdade é que gosto dela, e tenho saudades, mas a Mara.., é especial. Ainda que eu saiba que me posso apaixonar por Babi em pouco tempo, pelo que já conheci dela, Mara liberta-me inacreditáveis quantidades de serotonina no cérebro... Que posso eu fazer? Mara parece corresponder, mas não temos tido grandes possibilidades de estarmos os dois a sós. Temos uma espécie necessidade de sair para nos vermos. Não faço ideia, não consigo pensar.
E depois havia ainda Maria. Ouvi o que precisava de ouvir dela, ao longe. Ela diz que não gostava de mim, apesar de por vezes dizer coisas que parecem querer dizer o contrário. Disse isso, mas depois pareceu muito interessada em saber se eu já estava apaixonado por alguém e por aí fora... Seja como for, não é não, e pelo menos consigo deixar de pensar nela como pensava antes. Se gostasse de mim, ter-se-ia preocupado em, pelo menos, ter sido melhor para mim, e não me teria feito sofrer metade do que me fez. Ao reduzir as preocupações, reduzo o stress e as energias negativas.
Mas em relação a Babi não sei o que fazer, ela parece gostar de mim e querer continuar. Eu também, mas não consigo deixar de pensar em Mara, e na minha decisão de não perder tempo com escolhas que não sejam as que não dão dúvidas... Se ao menos Mara me desse um bom empurrão...
Ano Novo (continuação)
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Ano Novo (pelo menos)
Tinha acabado de tomar e executar esta decisão de manter a loja "objectivamente" desamparada e o ano novo vinha a caminho. Também será importante referir que entretanto apaixonei-me, se não o estava já mesmo antes, por Mara. Mara tem tudo o que me atrai numa mulher, menos a idade... Mara sou eu, e isso assusta-me e fascina-me ao mesmo tempo... Entretanto ajudou-me, pelo menos, a não pensar tanto em Maria. Não consigo deixar de evitar pensar nela, mas pelo menos penso muito menos, não a procuro tão conscientemente, e já passo dias sem ir verificar alterações no seu hi5. Mara foi ocupando o meu pensamento a espaços. Temos tido várias brigas, nas quais estamos dias e dias de relações cortadas, apesar de sermos, "amigos". Acho que ela também gosta de mim, mas não o suficiente para que algo se passasse.
Esta ideia de me manter livre para aquela que vai valer mesmo a pena, tem-me trazido ansiedade. Medo por passar demasiado tempo sozinho. Simplesmente assusta-me. Vai daí, tenho saído que nem um louco. Começou logo na passagem de ano. Vim uns dias antes para a cidade, e já aí, foi sair e beber diáriamente, acabando na discoteca do costume. Fui parar a Espanha, não sei muito bem como num domingo à tarde, depois de uma dessas bebedeiras, em que combinei tudo não sei muito bem como. À noite estávamos em Granada, eu mais dois amigos, um deles o condutor, velho amigo meu, e duas "pitas" deslumbrantes. Uma já conhecia. A popular rockeira, que é boémia, mas, e apesar de excelente pessoa, de boas famílias e não dada a excessos. A outra, uma amiga sua, ainda muito mais deslumbrante, uma mulher que irradiava energia e amor, e que, notava-se, vivia numa prisão de normalidades... Bem, para abreviar, bebemos, e depois, na segunda noite beijámo-nos e as amigas, ou ela, já nem sei muito bem, levaram-na para casa e eu fui afogar as minhas mágoas com um loura belga, igualmente deslumbrante e interessante, com quem acabou por não dar sexo, porque eu estava demasiado bebâdo e não conseguia deixar de pensar na outra... Um pormenor: não fiz nada para além de olhá-la, e mesmo assim, com cuidado. Apesar das tentativas tresloucadas por vezes, dos outros para impressioná-la, ela ficou intrigada com o meu silêncio e calma. Foi ela quem se meteu, tentando "abrir a casca" com um "-tu és muito calado...". É daquelas pessoas que não provavelmente não voltarei a ver na minha vida...
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
Natal
Respirei fundo, bebi uns copos, sempre comprei e fumei um bocadito de bolota e fui para um concerto de reggae onde conheci uma rapariga interessante. Chamava-se Eva, era de Valência, fumámos juntos e falámos até às 7 da manhã. Pareceu-me fascinante até ao final, e nem por um segundo nos aborrecemos um com o outro. Não fosse o facto de ter a cabeça cheia com Maria e ter-me-ia apaixonado por ela. Trocámos números, combinámos sair juntos no dia 28 e acompanhei-a a casa. Apesar da vontade e do meu descaramento não me deixou dormir com ela. Fui para casa e sem querer perdi o número dela nas chamadas não atendidas, para ver se a amante (Rosa) tinha continuado a mandar mensagens do tipo "quero-te" e "desejo-te" mesmo depois de eu ter terminado tudo com ela. Tem namorado, o que eu desconhecia da primeira vez que fui com ela (pr'aí há dois meses), e ainda por cima acho que se chegou a apaixonar por mim. Apesar do sexo ser fantástico, e de ela se ter tornado numa grande amiga minha, eu não estava apaixonado por ela. Quando falou que ia largar o namorado, assustei-me, e para mais não tinha estômago para continuar com aquela promiscuidade e hipocrisia.
Tenho pensado na questão da idade, tenho pensado em tanta coisa. Também me cortei com a outra amiga colorida, Júlia. Acho que ainda não tinha falado dela ainda. Foi ela que me abordou há uns meses atrás, lá para Março, Abril, e na mesma noite em que nos conhecemos fomos logo para a cama. Isto leva-me de novo à questão da idade. Ela tinha 21 ou 22. Éramos amigos e dormíamos uma noite ou outra por semana geralmente aos sábados. Fumávamos e falávamos imenso e até passávamos bons momentos, mas não havia aquela química. Todas as mulheres que tenho conhecido e com quem me tenho envolvido têm rondado essa idade. E tenho que passar a evitá-las. Uma mulher com essa idade não é uma mulher, é uma rapariga. E parece haver uma décalage intransponível. De resto entretanto ela apaixonou-se por outro e desapareceu (encorajei-a de resto), eu entretanto fui com outra de 26 fantástica e encantadora, mas que recusei depois da segunda vez por andar apaixonado por Maria. Depois de ter ido para Espanha em Maio não mais a procurei e quando o fiz era já tarde demais. Ela não gostou da segunda nega que lhe dei. Tudo isto tem-me levado a pensar.
Depois há Lúcia. Após em Julho as coisas terem corrido mal com Maria pensei uma reaproximação mas não deu certo. Entretanto tenho sido amigo dela e tenho falado com ela pela net bastantes vezes. Na segunda feira, mesmo antes de ter ido para o messenger expôr aquela sofreguidão a Maria, cruzei-me com Lúcia. Fez questão de dizer que ia ter com o namorado. Ainda estive para a convidar para um café, mas percebi naquele momento que aquilo queria dizer mais qualquer coisa. Estava na altura de desistir definitivamente de ter com ela algo mais que não fosse uma amizade desinteressada. Ainda há umas semanas a tinha desafiado para largar tudo e vir ter comigo. Convidou-me para casar no gozo como que para me pôr à prova, mas continua a namorar com o mesmo tipo. Já não tenho estômago para isto igualmente.
Voltando a Júlia, depois de tudo ter corrido mal com Maria e Lúcia, em Julho acabámos por nos comer e dormir juntos na minha nova casa, mas não houve sexo. Houve depois nos meses seguintes depois das férias, mas sempre emoldurado por uma amizade sincera que eu não queria desenvolver ao contrário dela. Deixei de a procurar, e apesar de ainda falarmos e fumarmos juntos, como ela também não me procurou, acabou por se perder o contacto. Foi pensado da minha parte. Ela procura um namorado, e eu também não posso continuar envolvido nestas coisas sob pena de me acomodar e deixar de procurar aquilo que realmente desejo. E quanto ao sexo, a verdade é que Rosa (a tal amante com namorado) me deixava mais do que satisfeito, deixava-me de rastos… E com direito a tudo, e sem jogos de orgulho e de constante conflito e discussão como com Júlia. Para mais fisicamente era muito mais sensual e sabia como me provocar…
Foi do melhor sexo que tive nos últimos meses ou mais… Mas a minha cabeça não estava ali, e os meus ideais andavam longe dali. Para além do facto de ter namorado, e de lhe andar o fazer o que fazia (e eu já não era o primeiro) aquilo não seria solução nem para mim nem para ela, com a diferença de que eu sou muito mais velho e não tenho tanto tempo para perderem affairs temporários…
Pois. Maria, sempre Maria... Feche ou abra os olhos, só vejo Maria. Ontem não conseguia adormecer, estive horas a pensar nisto e escrevi sobre o que sentia. Queria apagá-la da minha vida, da minha memória... Acabou... Agora é fazer o luto e esperar que passe...
Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Sábado, Novembro 24, 2007
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Conflitos Edipianos
Sylvia (2003)
This 2003 two-hour film tells the captivating story of Platt, who was destined to be a suicide case; even in her teens she had experienced a drug overdose. Her oversensitive and hyperemotional nature made life an unbearably torturous hell for her.
She was born into a wealthy middle-class American family. Her dictatorial mother was her complete opposite, worldly and distanced. She traveled to England to study English literature at Cambridge, where in 1956 she met English poet Ted Hughes, with whom she instantly fell in love. She had had a few shallow entanglements back in the States, but this was a real love affair, as she was thrilled by the poetry of Hughes. Her marriage to Hughes was one of total immersion. But with love came unbearable jealousy and a clash of personalities. Hughes was also in love with her but that did not exclude his having a series of extramarital affairs.
Platt is played with extraordinary sensitivity and subtle mastery by charming Gwyneth Paltrow in this hugely difficult portrayal. Platt's marriage to Hughes produced two children, which didn't prevent her from attempting suicide on several occasions. Her mental condition helped her to produce great poetry that overshadowing the acclaimed poetry of Hughes. She finally committed suicide in her sealed kitchen, suffocating herself by gas after serving breakfast to her children in bed.
Daniel Craig is no less superlative in his acting as Hughes. It was Hughes who published two volumes of Platt's balanced and convincing poetry like "Ariel" and "Breakfast letters" posthumously, after her premature death in 1963. Hughes died of cancer a few years after Platt's death, having had a tempestuous on and off love relationship with her even after they had separated.
It is most interesting that the short part of Platt's mother was played by her real mother, Blyth Danner, which gives the film the fourth dimension of reality. So many scenes give the impression that it is a near document, which I find as another plus for the film's director. It is possible that Platt's deep depression is genetic in origin, but obviously not from her mother's side.

Her family and some of her admirers have reacted negatively to the film. The criticisms were that the film was not at all about her poetry, which may be true, but the film was not intended to be a Platt poetry book, but an utterly sad and depressive portrait. The film depicts the atmosphere of her pitiful loneliness. The two scenes where she rings the door bell of her old neighbor in the middle of the night, in need of company and missing warmth, with the excuse of asking for postage stamps, is heartbreakingly symbolic.
The movie leaves one with the bitter taste of the tragic life of poet Silvia Platt. Yet it may be correct to feel that it could have been her psychosomatic or psychological state which dictated her distinguished poetry.YÜKSEL SÖYLEMEZ
Por fora está tudo bem...

