Quinta-feira, Janeiro 14, 2010
Quarta-feira, Janeiro 06, 2010
Mulher-elefante
Era como quando conheci uma mulher que achei interessante. Pressentia que era egocêntrica, e isso assustava-me, representava um sinal de perigo. Já ela tentava mostrar-se interessada em conhecer-me, mas com o namorado ao lado.
O egocentrismo desmesurado. Com estes óculos olhava para as mulheres e via monstros. Os traumas e o medo de me apaixonar e perder o controlo. Tenho pavor de desilusões, e nem sequer acho entusiasmante arriscar. Por vezes olho para algumas e vejo autênticos personagens de filmes de terror. Parecem-me zombies desfigurados, mutantes com quistos que lhes desfiguram a cara: Muitas delas são muito belas físicamente, mas quando as vejo assim, aos meus olhos transformam-se em mulheres-elefante. Fico petrificado ou fujo.
É apenas uma teoria entre tantas.
Mas porquê?
Por vezes chamava-lhe decadência hormonal.
Para se sentirem valorizadas, para esquecerem os seus traumas e frustrações, tentam ganhar posição tentando ferir os outros deliberadamente.
Não me quero submeter a uma mulher destas.
Não quero acreditar nas palavras, mas sim nas outras pistas.
Antes não detinha este poder sobre mim próprio.
Quando me apaixonava, abdicava do meu auto-controlo em troca de uns minutos de prazer que no meio de tanta merda, parecem agora uma insignificância.
Mas será que vale mesmo a pena?
Será que tenho que provar alguma coisa a alguém?
Agora penso que não.
Não me apetece.
Posso ser senhor do meu destino.
Não quero ser aquilo que elas querem que eu seja.
Tenho medo de voltar a acordar na cama de uma mulher elefante.
Segunda-feira, Janeiro 04, 2010
Passagem de ano
A minha recuperação está feita. Contrastar esta passagem de ano com a última foi bom porque esta foi melhor. Não fiquei em casa, decidi que ia ser completamente diferente. Não pensava que as pessoas me fossem acolher, e senti-me bem. Acho que me lembro bem porque "chorei" tanto o ano passado por esta altura, durante uma longa bad trip que durou meses. Passou, não sou dependente de ninguém. Ganhei a liberdade, recuperei a minha vida social, as pessoas apreciam a minha companhia, e vejo novamente mulheres. Quem sabe se o móbil não seria pura e simplesmente inveja.
Estou dinâmico, versátil, consigo adaptar-me a tudo o que seja novo, menos à vida que tinha. A depressão só existe quando relembro o passado. Se mudasse de vida, provavelmente já teria esquecido tudo.
Quase que me voltei a apaixonar, mas a desilusão foi rápida, desmistificada.
Percebi que ela me correspondia com o olhar, deliberadamente. Passados uns dias meteu conversa. Marcou reencontro. Apareceu com o namorado. Outras olhavam, não me meti com nenhuma. Neste mundo de futilidades eu pareço atrair a atenção de algumas não sei porquê.
Naquela noite armou um escândalo. Deixei de olhar para ela. No dia seguinte armou um escândalo ainda maior.
Uma das que estava na assistência olhava para mim. Tentou-me tirar dali. O problema é que esta gaja é muito mais experiente. Tenho medo que corra mal e aí é o fim da linha. As mulheres são todas iguais.
Envolvi-me com algumas mulheres mas foi só sexo.
Recuperei a auto-estima nuns casos, noutros só desejava ter ido para casa bater uma.
Domingo, Janeiro 03, 2010
Balanço de 2009
Perdi tudo, dignidade e amigos. O meu desejo obsessivo de me apaixonar por uma mulher e fugir com ela por uns tempos resultou numa confusão gigantesca. Uma escandaleira que já não me permitia sair à rua. Depressão, desilusão, revolta e solidão foram os estados de espírito, já para não falar na loucura. Perderam-se os limites daquilo que era realidade, e ainda hoje não sei bem onde ficam. Deixei de acreditar.
As pessoas, certas pessoas, afinal não eram aquilo que eu pensava. Enquanto via os outros como eu, afinal passaram a vida a dar-me facadas. Uma coisa tal como nunca tinha visto. Daí à paranóia da generalização completa foi um passo, e eu caminhei bastante para lá dessa linha, até regressar a mim próprio, ou como diz Henry Miller, até chegar ao armário e voltar a vestir a minha personalidade. Os outros relativizei-os, os verdadeiros recuperei-os.
O meu mundo desabou completamente ao ver a quantidade de sangue que jorrava dos inúmeros golpes que levei durante a inconsciência (que ainda hoje não sei quanto durou). O meu limiar máximo de dor numa escala de um a cem, rebentou a escala por completo e passou dos muitos milhões até não haverem mais números. A dor é fodida, e a mim calhou-me a pior de todas. Maquiavélicamente ela ia-me preparando o cozinhado. Armadilhou tudo o que estava à minha volta, e quando acenderam o rastilho a explosão devastou tudo num raio de muitos quilómetros. Fiquei sem cara. Só meses depois conseguia conversar com uma pessoa.
O Dilema do eterno Marido
Se isto tivesse sido escrito por ela, estariam agora ver o manual de instruções sobre como enganar o namorado e conseguir foder todos os outros. Só vou contar como consegui sobreviver .
O mais importante, por muito que doa e que só se deseje vingança ou agir por impulso, é ser racional. Nenhuma mulher deste mundo merece uma gota do nosso sangue, e eu sei isto por experiência própria. Ponto. Claro que durante a dor não se pensa noutra coisa, mas é importante manter presente que por muito más que estejam as coisas só podem vir a melhorar: vamo-nos ver finalmente livres de uma pessoa que sabemos não valer nada, e daí a uns meses conhecem-se pessoas melhores e até conseguimos brincar com a situação. Acontece a todos, e ficamos vacinados. Aprendemos a conhecer e a seleccionar melhor as pessoas, a decidir com quem queremos estar, deixamos de ser manipulados e recuperamos a auto-estima.
Há que ver o lado positivo da coisa, e isto é de salientar sempre ao longo deste processo, por muito que doa: podemo-nos ver livres da pessoa para sempre e recuperar a liberdade de voltarmos a ser quem éramos antes. Se ainda gostamos da pessoa, fica-se sem a dor de termos sido nós a rebentar com a relação. E isto aqui depende de cada um, da dignidade que se tem ou não. Quanto a mim acho que é cortar totalmente com a pessoa: apagar todos os números, contactos, fotos, objectos, em suma, tudo aquilo que nos faz lembrar. Se for preciso preciso queimar e atirar tudo para o lixo, que seja. Longe da vista, longe do coração. Queimar objectos costuma dar outra sensação. Depois é nunca mais responder às suas tentativas de voltar a comunicar, e a pessoa com o tempo desiste.
A primeira tendência é para nos culpabilizarmos porque desejávamos que tivesse sido diferente, ou gostávamos de continuar com a pessoa. É errado. As pessoas são más, e se aconteceu é porque tinha que acontecer. É a arma favorita de muitas, mas há umas piores que outras. E nem todas as pessoas são iguais. Nesse caso devemos é ficar contentes porque não desperdiçámos nem mais um dia , e se o tivéssemos descoberto mais tarde, podíamos ter perdido anos das nossas vidas. Para além disso depois conhecem-se sempre pessoas melhores, o que às vezes não é muito difícil. Não entrem no síndrome do gato congelado, isto é deixarem o gato congelado na arca depois de morrer. Morreu vai para debaixo da terra, acabou.
Mas isto demora tempo, e estas coisas quanto mais cedo se souberem melhor, para podermos começar a agir.
O nosso primeiro impulso é para nos tornarmos no completo oposto daquilo que éramos, porque achamos que isso é o normal e nós é que estávamos mal. Um bocado ao jeito de Velchianov no romance O Eterno Marido. Isso até pode ser positivo, porque se não aprendêssemos nada com a experiência, mau seria. Mas a tendência é para chegar a um meio termo, e voltar a confiar nos nossos instintos e não a reboque dos outros. Recomendo este livro escrito na fase madura do Dostoievski. Se não o têm comprem-no, é pequenino lê-se bem, e poupa-vos anos de tempo perdido.
Para além da literatura vejam séries, filmes, coisas que distraiam e que vos voltem a mostrar como o mundo funciona (durante uns tempos ficamos sem saber nada), e acima de tudo saiam: recuperem os amigos que conseguirem, bebam e tentem sobreviver. Passado um tempo estarão a conhecer mulheres naturalmente, porque voltaram a ter uma vida social.
Nesta fase, ou até antes ali na do Veltchianov VS Pavlovitch, é importante ir dando umas fodas. No princípio nem se consegue fazer nada de jeito, mas isto é uma coisa psicológica e naturalmente o desejo regressará. Pelo meio é importante manter o físico, e para isso serve a masturbação diária: repõe os nossos níveis hormonais na descontracção, e assim ficamos mais à vontade junto com as pessoas em geral, e sentimo-nos menos deprimidos. Importante nesta fase é também deixar de se submeter às pessoas, e se não gostam delas não se submetam, seja indo para a cama com elas, seja não deixando que lhes ponham novamente a coleira do cão.
E não vão atrás da ex, nem se voltem para pessoas que já vos tinham dado tampas, se vos continuam a ignorar. Vão em frente, não vivam no passado, não sejam pessoas mesquinhas que passam a vida a lamentar-se. Esqueçam o passado por completo e vivam no presente, um dia de cada vez, como se não tivessem sequer um passado.
Com isto já estão de pé novamente. A cura total acontece quando se voltam a apaixonar.
Mas cuidado com quem se voltam a apaixonar.
“O mais monstruoso dos monstros é o que tem bons sentimentos”. Veltchianov
Voltei-me a apaixonar, mas não a acreditar...
Terça-feira, Dezembro 29, 2009
Pere Ubu - Final Solution (1976)
The girls won't touch me
Cos I've got a misdirection
Living at night isn't helping my complexion
The signs all saying it's a social infection
A little bit of fun's never been an insurrection
Mamma threw me out till I get some pants that fit
She just won't approve of my strange kind of wit
I get so excited, always gotta lose
Man that send me off
Let them take the cure
Don't need a cure
Need a final solution
Buy me a ticket to a sonic reduction
Guitars gonna sound like a nuclear destruction
Seems I'm a victim of natural selection
Meet me on the other side, another direction
Don't need a cure
Need a final solution
Domingo, Dezembro 27, 2009
Problem is, I don´t trust no one, and I don´t seem to find anyone who can make me feel better than being alone.
Sábado, Dezembro 26, 2009
Sonho Estranho
eXistenZ
Farto de Tudo
O problema é que pensas sempre que vais ser lido por alguém conhecido que vai saber sobre o que escreves e que vai ficar fodido quando ler. É somente quando cagas completamente de alto a baixo para essas pessoas que te soltas e és verdadeiramente livre, porque podes exorcizar os teus fantasmas à vontade, mesmo aqueles que doem mais.
Estou farto de toda esta merda, e de pessoas em particular, já para não falar de todas as que potencilmente te podem lixar à primeira oportunidade, e aqui entra a teoria da banhada.
Quando um amigo, que pensas que é teu amigo, te dá a banhada, cai o mundo como cenário em cima de ti, então se for todo o círculo de pessoas próximas que estão à tua volta a coisa torna-se ainda mais fodida. Perdes toda as esperanças e ilusões e tudo se torna feio e sem cor.
Até se pode tomar umas drogas, sair e embebedar-se fortemente que isso é o melhor que se consegue tirar de prazer na vida no momento. Mesmo que acabe a noite com uma mulher na cama, depois de me vir só me quero afastar o mais rapidamente possível, e na maioria das vezes chego mesmo a arrepender-me da foda que dei, com uma qualquer espertazinha da treta, ou uma desesperada que te quer enfiar uma trela para te controlar como um cãozinho. As mulheres são como uma bomba hormonal de cio prestes a explodir, e ainda pior são aquelas que não fodem nem se masturbam, e mesmo em todas as figuras decadentes têm a mania que estão sempre no controlo, e estão, a não ser quando levam uma tampa de um homem, e mesmo aí arranjam maneira de foder todos os outros que lhes aparecerem à frente para voltarem a sentir o poder. Nem todas as mulheres serão assim, dizem alguns, mas mesmo esses estão sempre à espera da catástrofe, mesmo que não o admitam e até os ingénuos. Os homens serão iguais ou piores dirão outras, mas a diferença é que os homens há muito que deixaram de estar no poder: são apenas marionetas que elas controlam, ou pelo menos tentam controlar, se as deixarem.
Vou sair e beber uma cerveja.
Não encontro ninguém e volto para casa. Não há muitas pessoas na rua, e as que há pouco me interessam. As mulheres são falsas e fúteis, vestem-se para dar nas vistas, porque assim podem sentir o poder, o poder de serem desejadas, assumindo o cliché de objecto sexual, que a sociedade nos injecta diariamente, nesta sociedade do espectáculo. Os homens são ou velhacos ou ingénuos manipulados. O amor não existe neste mundo, e pelo menos aos meus olhos tudo se resume a fornicação e ilusão, sexo puro e duro e uma guerra sem escrúpulos disfarçada de encenação melodramática ao longo de todo o processo. Entretanto vou bebendo e observando, mesmo sozinho por vezes, ou falando de coisas fúteis só para disfarçar o pensamento.
Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Domingo, Novembro 29, 2009
O consumo esporádico de drogas também não.
Que fazer?
Domingo, Novembro 22, 2009
Sábado, Novembro 21, 2009
No Autocarro
No final da viagem, ao chegar à sua cidade, liga-lhe o marido, a quem ela trata por "amor". Depois de dizer que estava quase a chegar, referiu a enorme saudade que tinha sentido na sua ausência...
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Domingo, Novembro 15, 2009
Eskorbuto - Cérebros Destruídos
Perdida la esperanza, perdida la ilusión
los problemas continúan, sin hallarse solución
Nuestras vidas se consumen, el cerebro se destruye
nuestros cuerpos caen rendidos, como una maldición
El pasado ha pasado y por el nada hay que hacer
el presente es un fracaso y el futuro no se ve
La mentira es la que manda, la que causa sensación
la verdad es aburrida, puta frustración
Prefiero morir como un cobarde
que vivir cobardemente
Nuestras vidas se consumen
el cerebro se destruye
nuestros cuerpos caen rendidos
como una maldición
El terror causando hábito, miedo a morir
Ya estás muerto, ya estais muertos
ya estás muerto, ya estás muerto
ya estais muertos,muertos, muertos, muertos
cerebros destruidos!
Sábado, Novembro 14, 2009
Os assassinos dos sonhos
Elimina o stress.
No final, dá merda.
Não presta.
Não evita a tristeza.
Tentou não tem culpa.
Lógica mesquinha, egoísta.
Repetida até à exaustão por autómatos.
O lucro cego.
Acredita que tem o melhor dos mundos.
Cega, maníaca, efémera.
Nojo, tristeza, ódio, indiferença total.
Apaga o passado.
Não consegue olhar.
Não percebe. Todo o tempo desperdiçado.
Preferia não ter sentido nada.
Auto-censura-se.
Agora é livre, é suposto ser feliz.
Depois dos golpes, os vícios preenchem o vazio da dor.
Infelicidade.
Ejaculação.
Para os outros, representa.
Clichés repetidos ao infinito.
A tristeza não acaba. Aumenta em proporção às desilusões. Cada episódio será mais uma.
Apaga o passado.
Para sempre.
No final, um envelope esquecido.
Um dia arde.
Anseia-se o longo suspiro.
A tristeza porque falha.
Erro.
Um suplicio acreditar.
A hipocrisia.
A futilidade.
Falsidade, encenada até ao limite.
Livre do pesadelo.
Já não dirigido, contracenado.
No amor um oceano de possibilidades finitas.
Aprende-se a ser criterioso.
Com o tempo.
Nem toda a gente quer.
Apesar do desastre liberta-se.
Impossibilidade biológica, física, humana.
Desce da utopia.
Percebe que já não tem forças.
Não muda nada no mundo.
Não consegue fazer outra pessoa.
Foge.
Não.
Lamenta os actos, os gestos, os momentos.
O pior.
Impossível voltar a acreditar.
Impossível perdoar.
Os assassinos dos sonhos.
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Padralhada aqui é que não

Apatia
Deixei de tentar simplesmente agradar às outras pessoas, sem contudo sentir a necessidade de lhes ser hostil. Eram-me simplesmente indiferentes. Ninguém tinha nada a ver com a minha vida, e tentava dar o mínimo de satisfações possíveis sobre mim, sobre o que quer que fosse que tivesse a ver com a minha vida, com a minha privacidade. Tinha deixado se sentir interesse por todos. Mesmo mulheres que antes me despertavam a atenção, mesmo mulheres com quem antes teria tentado tudo para dar uma boa foda, hoje em dia simplesmente não me interessavam.
Nada me desperta interesse.
Ninguém me me consegue fazer mexer.
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
semmed to be antecipating it all
Standing aside, sharp as an eagle
quietly staring at the crowd
In the dancefloor, animals are acting
drama and theater in a zoo
When the others gone to sleep
I took you to come on a trip
I don´t talk much, you don´t smile
we are predatores in the wild
You are so sick and I am so mean
Different realities through the same screen
Once again you started a fight
You screw up and then went home
So now you are thinking of me all alone
Wanting me to get along
We could try this for one last time
it´s not easy to escape from reality
The next day would be no tomorow
not for the sadness and not for the sorrow
talk like that
This is just for the show off. We are all stupid posers in a dumb world.
Let's take a walk and get lost through the city.
Trough the universe.
Domingo, Outubro 25, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
...
For the breakfast, apples, cigarrets. Afterwards the split.
At the sunset, in the end of the afternoon, we walked out of the house.
A kiss goodbye and a smile.
Past doesen´t exist cause I don´t give a cheat anymore.
I was back in the streets again like a wild cat after a long night.
Swet was all over me, and so was that smell.
I then walked the streets alone alone, trying to find a place to wash my face and take a cofee.
In the meanwhile I was thinking.
Girls turn me on while they pass. They pose their bodys while they move.
They look without stare.
Tonight, a different night.
Other questions,different decisions.
Shoul I stay or should I go now.
Where will I be?
Sun is shinning
I can now be me again.
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Estou farto de tudo.
Alguém me pegue pela mão e me leve para um lugar melhor, onde o sol brilhe.
Estou farto de tanto sofrimento...
Domingo, Outubro 18, 2009
"A Bíblia é um manual de maus costumes"
Saramago: "A Bíblia é um manual de maus costumes"
18.10.2009 - 18h49 Lusa
José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.
“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.
“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.
Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.
“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.
O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.
“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.
“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.
“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.
In: PÚBLICO
Deixa-se de acreditar
Não consigo gostar de ninguém, esta é a realidade.
On the Road Again

Andar outra vez na estrada sempre de um lado para o outro, relativiza bastante as diferenças entre as várias realidades. E o não ter que dar explicações a ninguém é um enorme prazer e inspira uma incrível sensação de liberdade.
Como afirma Cal, o personagem interpretado por James Dean em East of Eden:
"I Don´t have to explain anything to anyone"
Eskorbuto - Los demenciales chicos acelerados
Download de Los Demenciales Chicos Acelerados (1988)
Password: By Choka
Via: punkrocker-4ever.blogspot.com
Download da Discografia de Eskorbuto (1982-1998)
Via: punkrocker-4ever.blogspot.com
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Resting
It´s dificult to acess the outer world, but it feels relaxing sometimes, being here again.
Once again, everything had gone wrong.
Once again, I had predicted it, and so it happened, but even worse than I thought.
Once again, It was not my fault, I don´t have much to regret.
I feel loose, trying to let myself go.
And most of all, I don't have to spend my precious time with psico sick people.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Amigos como antes
Não sou.
Não tenho mais paciência para eternos adolescentes mal-amados.
Amigos como antes. Como antes de teres nascido.
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Destilo Ódio
[Adolfo Luxúria Canibal - Zé dos Eclipses / Mão Morta]
Odeio o teu esqueleto ciumento
E os seus ornamentos de suicida
Destilo ódio!
Odeio as tuas tesouras perversas.
Destilo ódio!
Odeio a colecção de animais embalsamados
Que escondes nas gavetas do teu quarto.
Destilo ódio!
Odeio essas peçonhentas mãos de bruxa
E a obscenidade das tuas unhas.
Destilo ódio!
Odeio-te amuleto maligno que me intoxicas os sonhos
Com esse hálito pérfido que até o metal corrompe.
Destilo ódio!
Odeio-te barca sonâmbula.
Destilo ódio!
Odeio-te farol esclerosado
Onde a luz cresce mutilada.
Destilo ódio!
Odeio-te morte mansa
Que forras de veludo as paredes desta alcova.
Destilo ódio!
Odeio-te maldita celerada.
Loneliness
And pain because you sense the lack of trust in everyone, because you finally realize you can not ever trust no one ever, and that this is teh only thing you can count on for real.
Love is a lie, sex is just phisical. Friendshiep is just an illusion.
When you realize this, your life turns grey but real.
Quinta-feira, Setembro 04, 2008
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Ditados Espanhóis
Quien mucho abarca, poco aprieta - "Quem muito abarca, pouco aperta" - é melhor fazer uma coisa por vez e bem feita, que muitas coisas ao mesmo tempo e mal feitas
(Mohandas Gandhi)
Amor não se implora, não se pede não se espera...
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Ciúmes
Espera a própria morte, das ilusões, não quero pensar. Sair porque estava podre, havia um certo ar. Os corpos frios a latejar artifício que reaparecia como pedra vaporizada ruborizavam a mentira podre e prolongada que exalava entre cada suspiro... o ácido escuro e frio, descarregava. hipocrisias e..
mesmo assim, não foi possível não mergulhar um momento nas águas quentes da serenidade, quando o relógio, que abstraio, parado. Não sei. Sucede, e fingir causa-me sofrimento. À medida que saboreava o veneno, procurei o olhar, o gesto e a atenção. a rua era o habitat. Não fiz nada, a mente... visualizava o calor da langonha latejante, o apontamento no papel sentir é chupar oportunidade que acumula sucessiva surpresa. adiaria, mas
Fecha os olhos
Um riso aberto, gargalhadas sufocantes que se engolem em seco
instinto sem
e quando não há nada sonhos, bons prenúncios quando nada se torna perverso...
a deseja,
ânsia da glória
nisso
do outro teu tempo da espera à espera
e adormecer sem ...


