Terça-feira, Novembro 10, 2009

José Saramago - Janela da Alma

Palavras sábias de José Saramago

Nem de propósito...


José Saramago - O pecado é um instrumento de controle

Saramago fala da Bíblia e de Deus

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Padralhada aqui é que não

Encontrei um qualquer texto da net sobre morte, mas escrito por um padre e só podia dar mesmo merda. Este blog é contra as ideias de mártir religioso.

E porque este livro aborda uma temática importante sobre a natureza humana, usando Caim como metáfora, a ver se consigo juntar uns trocos para comprar o livro CAIM, de José Saramago. Já vi que custa 13 euros e pouco.




GRAÇAS A DEUS SOU ATEU


Neste país de padralhada baforenta que chiba e tenta enfiar uma treta de uma história sem pés nem cabeça em crianças a quem limitam a capacidade de pensar desde início, é de louvar, não aos céus, mas à força, lucidez e resistência de um senhor chamado José Saramago, que aos oitenta e tantos anos e depois de alguns problemas de saúde produz uma obra capaz de abanar esta imensa podridão das seitas religiosas e dos livros sagrados, e consequentemente do poder da igreja católica na ideologia de tanta gente.

Apatia

A minha vida era um kaos, mas pelo menos tinha-me livrado do stress de ter que fazer e que existir para os outros.

Deixei de tentar simplesmente agradar às outras pessoas, sem contudo sentir a necessidade de lhes ser hostil. Eram-me simplesmente indiferentes. Ninguém tinha nada a ver com a minha vida, e tentava dar o mínimo de satisfações possíveis sobre mim, sobre o que quer que fosse que tivesse a ver com a minha vida, com a minha privacidade. Tinha deixado se sentir interesse por todos. Mesmo mulheres que antes me despertavam a atenção, mesmo mulheres com quem antes teria tentado tudo para dar uma boa foda, hoje em dia simplesmente não me interessavam.

Nada me desperta interesse.

Ninguém me me consegue fazer mexer.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

My body and head immersed in alchool
semmed to be antecipating it all
Standing aside, sharp as an eagle
quietly staring at the crowd

In the dancefloor, animals are acting
drama and theater in a zoo
When the others gone to sleep
I took you to come on a trip

I don´t talk much, you don´t smile
we are predatores in the wild
You are so sick and I am so mean
Different realities through the same screen

Once again you started a fight
You screw up and then went home
So now you are thinking of me all alone
Wanting me to get along

We could try this for one last time
it´s not easy to escape from reality
The next day would be no tomorow
not for the sadness and not for the sorrow

talk like that

I like because of when you talk like that.




This is just for the show off. We are all stupid posers in a dumb world.



Let's take a walk and get lost through the ci
ty.

Trough the universe.

we are the ones who don´t smile a lot

Studio Paradise - Can You Realize / Julian Casablancas - Phrazes for the young (work art)

The Strokes - Heart In a Cage

Domingo, Outubro 25, 2009

Should I stay or should I go

Now?

The Rolling Stones - Little Red Rooster (1964)

Sábado, Outubro 24, 2009

Le mépris (1963)

...

...

For the breakfast, apples, cigarrets. Afterwards the split.
At the sunset, in the end of the afternoon, we walked out of the house.
A kiss goodbye and a smile.

Past doesen´t exist cause I don´t give a cheat anymore.
I was back in the streets again like a wild cat after a long night.
Swet was all over me, and so was that smell.

I then walked the streets alone alone, trying to find a place to wash my face and take a cofee.




In the meanwhile I was thinking.

Girls turn me on while they pass. They pose their bodys while they move.
They look without stare.



Tonight, a different night.
Other questions,different decisions.
Shoul I stay or should I go now.
Where will I be?

Sun is shinning
I can now be me again.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Não sei quem sou, o que sou, nem sequer para onde vou.

Estou farto de tudo.

Alguém me pegue pela mão e me leve para um lugar melhor, onde o sol brilhe.


Estou farto de tanto sofrimento...

Domingo, Outubro 18, 2009

"A Bíblia é um manual de maus costumes"


Saramago: "A Bíblia é um manual de maus costumes"



18.10.2009 - 18h49 Lusa

José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.

O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.

In: PÚBLICO

Deixa-se de acreditar

O verdadeiro e o maior dos problemas surgiu quando perdi completamente a fé. Em tudo. No amor e nas pessoas.


Não consigo gostar de ninguém, esta é a realidade.

The Exploited - What You Gonna Do

On the Road Again


Andar outra vez na estrada sempre de um lado para o outro, relativiza bastante as diferenças entre as várias realidades. E o não ter que dar explicações a ninguém é um enorme prazer e inspira uma incrível sensação de liberdade.

Como afirma Cal, o personagem interpretado por James Dean em East of Eden:
"I Don´t have to explain anything to anyone"

Eskorbuto - Los demenciales chicos acelerados

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Resting

This is the only thing now: let the sounds float, but dont´t inhale.

It´s dificult to acess the outer world, but it feels relaxing sometimes, being here again.

Once again, everything had gone wrong.
Once again, I had predicted it, and so it happened, but even worse than I thought.
Once again, It was not my fault, I don´t have much to regret.

I feel loose, trying to let myself go.

And most of all, I don't have to spend my precious time with psico sick people.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Amigos como antes

Até que ponto sou obrigado a aturar certas merdas de certa gente?

Não sou.




Não tenho mais paciência para eternos adolescentes mal-amados.

Amigos como antes. Como antes de teres nascido.

Foda-se!!!

Pára. Pensa. Dispensa. Viaja. Descansa.



Siga, siga...

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Destilo Ódio

DESTILO ÓDIO
[Adolfo Luxúria Canibal - Zé dos Eclipses / Mão Morta]

Odeio o teu esqueleto ciumento
E os seus ornamentos de suicida

Destilo ódio!

Odeio as tuas tesouras perversas.

Destilo ódio!

Odeio a colecção de animais embalsamados
Que escondes nas gavetas do teu quarto.

Destilo ódio!

Odeio essas peçonhentas mãos de bruxa
E a obscenidade das tuas unhas.

Destilo ódio!

Odeio-te amuleto maligno que me intoxicas os sonhos
Com esse hálito pérfido que até o metal corrompe.

Destilo ódio!

Odeio-te barca sonâmbula.

Destilo ódio!

Odeio-te farol esclerosado
Onde a luz cresce mutilada.

Destilo ódio!

Odeio-te morte mansa
Que forras de veludo as paredes desta alcova.

Destilo ódio!

Odeio-te maldita celerada.

Loneliness

Lonelinesse is both freedom and pain. Freedom because finaly one can enjoy not to be commanded anymore, tortured, humiliated and decieved.

And pain because you sense the lack of trust in everyone, because you finally realize you can not ever trust no one ever, and that this is teh only thing you can count on for real.

Love is a lie, sex is just phisical. Friendshiep is just an illusion.


When you realize this, your life turns grey but real.

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Amor é fogo que arde sem se ver



Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Quarta-feira, Julho 16, 2008

"Ama quem te ama e não quem te sorri, porque quem te sorri engana e quem te ama chora por ti..." (Ângelo Fernandes)
Não amar é sofrer, amar é sofrer mais...

Ditados Espanhóis

Boca cerrada y ojo abierto, no hizo jamás un desconcierto - "Boca fechada e olhos abertos" - é melhor observar antes de agir, para não se equivocar

Quien mucho abarca, poco aprieta - "Quem muito abarca, pouco aperta" - é melhor fazer uma coisa por vez e bem feita, que muitas coisas ao mesmo tempo e mal feitas


"O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança."

(Mohandas Gandhi)

Amor não se implora, não se pede não se espera...

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Ciúmes

Espera a própria morte, das ilusões, não quero pensar. Sair porque estava podre, havia um certo ar. Os corpos frios a latejar artifício que reaparecia como pedra vaporizada ruborizavam a mentira podre e prolongada que exalava entre cada suspiro... o ácido escuro e frio, descarregava. hipocrisias e..

mesmo assim, não foi possível não mergulhar um momento nas águas quentes da serenidade, quando o relógio, que abstraio, parado. Não sei. Sucede, e fingir causa-me sofrimento. À medida que saboreava o veneno, procurei o olhar, o gesto e a atenção. a rua era o habitat. Não fiz nada, a mente... visualizava o calor da langonha latejante, o apontamento no papel sentir é chupar oportunidade que acumula sucessiva surpresa. adiaria, mas

Fecha os olhos

Um riso aberto, gargalhadas sufocantes que se engolem em seco

instinto sem

e quando não há nada sonhos, bons prenúncios quando nada se torna perverso...

a deseja,


ânsia da glória

nisso

do outro teu tempo da espera à espera




e adormecer sem ...

Quarta-feira, Maio 07, 2008

Last Tango In Paris

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Albert Hofmann: morreu o pai acidental do LSD



No seu livro de 1976, "LSD: O meu filho problemático", o químico suíço Albert Hofmann, que em 1943 descobriu fortuitamente os efeitos psicadélicos do LSD e se tornou na primeira cobaia humana de uma trip de ácido, começa assim um dos capítulos: “Já ouvi e li inúmeras vezes que o LSD foi descoberto acidentalmente. Isso não é totalmente verdade. O LSD nasceu de um programa de investigação sistemático e o 'acidente’ só aconteceu muito mais tarde.”

Albert Hofmann, o pai acidental da droga psicadélica mais potente do mundo, morreu ontem de ataque cardíaco na sua casa perto de Basileia, na Suíça, aos 102 anos de idade. O anúncio foi feito no site da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicadélicos, entidade californiana que promove a investigação médica de substâncias como o LSD e a marijuana e que reeditou o livro de Hofmann em 2005. Terá morrido “feliz e satisfeito” por ter visto “a renovação da investigação científica da psicoterapia à base de LSD”.

A imagem projectada por este homem, nascido em Baden em 1906, doutorado em 1929 pela Universidade de Zurique, que vivia numa pacata vila do Jura e trabalhou sempre (até 1971) para a empresa farmacêutica Sandoz, hoje Novartis, não corresponde a alguém que tomou ácido centenas de vezes ao longo da vida, a droga predilecta do movimento hippie nos anos 60. Imagina-se um severo cientista de comportamento tão impecável como a sua imaculada bata de laboratório, mas Hofmann defendeu sempre o LSD enquanto “medicamento da alma” – não só contra doenças do foro psiquiátrico como a esquizofrenia, mas também para combater a superficialidade humana dos tempos modernos. E acusou os apóstolos da era psicadélica – o mais célebre dos quais foi Timothy Leary, professor de psicologia de Harvard e um dos maiores promotores do abuso do LSD pelos estudantes norte-americanos – de terem arruinado o futuro promissor da droga. Devido a esses abusos e às histórias de terror em torno das trips que acabavam mal, deixando sequelas psíquicas ou conduzindo ao suicídio alucinado os seus consumidores “recreativos”, o LSD, comercializado pela Sandoz desde 1947 sob o nome Delysid para exclusivo uso médico, foi ilegalizado em 1966 nos EUA e na Europa e o seu fabrico industrial interrompido.

O dia da bicicleta

O fabrico do LSD não foi de facto acidental. Quando da sua primeira trip Hofmann andava há anos a estudar ingredientes de plantas medicinais, tendo sintetizado este composto cinco anos antes, em 1938. Mas a descoberta dos efeitos espectaculares do ácido ao nível psíquico foi fortuita.

Tudo começou na sexta-feira 16 de Abril de 1943. Hofmann estava a repetir, no seu laboratório da Sandoz, em Basileia, experiências com a “dietilamida de ácido lisérgico-25”, o vigésimo quinto composto que fabricara a partir da chamada ferrugem do centeio. A ferrugem é um fungo tóxico, mas é também a fonte de medicamentos como a ergotamina, que serve para aliviar as enxaquecas, e a ergometrina, usada para provocar o parto e controlar hemorragias.

Nesse dia, Hofmann começou subitamente a ter vertigens (sob o efeito de uma ínfima dose de LSD-25 que pingou na sua mão e que terá inalado ou absorvido através da pele). Como não se conseguia concentrar, decidiu ir para casa, onde passou o resto do dia mergulhado em coloridas alucinações.

Na segunda-feira seguinte, regressou ao laboratório já recuperado e convencido que o estranho estado mental do fim-de-semana se devia ao LSD-25. Para o confirmar tomou, desta vez deliberadamente, um quarto de grama – uma dose pelo menos cinco vezes maior do que é necessário para ter alucinações. Temendo ficar doente, pegou na bicicleta e foi para casa – mas a trip apanhou-o a meio caminho. Para os adeptos do LSD, aquele dia será para sempre recordado como o “dia da bicicleta”.

Hofmann publicou mais tarde um relato da sua experiência contando que, na altura, pensou que tinha enlouquecido. Desta vez, a trip foi má e Hofmann teve alucinações aterrorizadoras. No dia seguinte, os efeitos tinham desaparecido e Hofmann sentia-se “perfeitamente bem”.

Efeitos especiais

Os efeitos do LSD são espectaculares; é literalmente a droga dos efeitos especiais. Em particular, surgem alterações na percepção do tempo e do espaço e as sensações visuais tornam-se extremamente vívidas. A música pode evocar sensações visuais e a luz produzir impressões sonoras. A viagem começa 30 a 60 minutos depois da ingestão e dura cerca de 10 horas. No entanto, podem também acontecer flashbacks alucinatórios durante anos sem que a pessoa tenha novamente consumido ácido.

Para além disso, tal como a segunda trip de Hofmann no dia da bicicleta já o deixava prever, as experiências são muito variáveis e pessoais e podem ir – conforme a personalidade, as expectativas, e o ambiente em que o LSD é consumido – do maravilhoso ao pesadelo. Há quem sinta um tal pânico e manifeste sintomas tão marcadamente psicóticos que precisa de ser hospitalizado.

Entre 1947 e 1966, o LSD foi utilizado para tentar tratar o alcoolismo e o autismo e para aliviar o sofrimento dos doentes com cancro terminal. Foi ainda utilizado para tentar perceber as psicoses “a partir de dentro” e administrado em condições de laboratório a centenas de pessoas. A CIA, por seu lado, viu no LSD uma potencial arma química, mas os testes realizados em pessoas desprevenidas – muitas das quais ficariam traumatizadas com a experiência – não parecem ter sido convincentes.

Geração psicadélica

Entretanto, o LSD começou a ser utilizado para fins puramente recreativos. Entre as pessoas que o experimentaram e que divulgaram as suas experiências encontram-se celebridades como o escritor Aldous Huxley e o actor Cary Grant.

A festa acabou em 1966, quando a imprensa começou a revelar os casos de jovens que se atiravam pela janela, que se tornavam psicóticos, ou que olhavam para o Sol até ficarem cegos (estima-se que, nesse ano, houvesse quatro milhões de utilizadores norte-americanos). Quando o LSD se tornou ilegal, Leary e outros gurus da geração psicadélica foram presos nos EUA, no meio de um violento debate social. O consumo de LSD continua hoje, embora com menor impacto.

Hofmann tinha também uma costela mística, que o levou a estudar a química dos cogumelos e outras plantas sagradas utilizadas nos rituais psicadélicos no México. Argumentava que o LSD o tinha levado a adquirir uma nova visão da realidade e das maravilhas da criação. Aliás, num outro livro, "Insight Outlook", de 1989, salienta o Washington Post, chegou a escrever que o LSD, tomado por “pessoas mentalmente estáveis e em condições adequadas”, poderia ser bom para o mundo ocidental, pejado de “materialismo, desligado da Natureza e desprovido de uma filosofia da vida capaz de dar sentido às coisas”.

Quanto ao facto de o LSD ter alguma coisa a ver com a sua longevidade, Hofmann desmentiu-o, lê-se no mesmo diário, quando das celebrações do seu centenário, em Basileia. Disse a um jornalista que o que o mantinha em forma era o seu hábito de comer um ovo cru por dia – e não, como muitos pensavam, as suas experiências, já longínquas, com o LSD.


30.04.2008 - 19h53 Ana Gerschenfeld, in Público
A raiva vai-se diluíndo aos poucos e também as ilusões. Por mero acaso vão aparecendo novas possibilidades.

é o desejo possessivo de querer possuir outra pessoa que nos leva à cegueira...

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Life´s a bitch

Quando tenho alguém em boa consideração, há quase sempre algo que essa pessoa depois faz que me desilude... E continua a deixar sair palavras e imagens que me levam a odiar-me a mim próprio só por continuar a amá-la. Parece obedecer a uma lógica qualquer. Não que eu acredite em regras. Talvez por isso. Talvez por isso tenha desistido definitivamente de Mara. Talvez por isso tenha desistido de todas as outras, como desisto agora, uma vez mais. Mara consegue a cada tirada seguir uma linha de pensamento contrária àquela que eu, intuitivamente, esperaria dela. A bem ver apenas o processo de destruição do ideal que projectei dela na minha imaginação me mantém cativo. O aperceber-me, continuamente, dos meus erros na construção dessa imagem, é por si só, um fenómeno interessante de tentar compreender. É sempre mais evidente na procura da curiosidade, empatia e companhia sexual perfeita, porque aí se joga quase sempre tudo. Mesmo quando tinha a ilusão de que algo bom poderia de súbito vir a acontecer, sabia já de antemão que me estaria a preparar para qualquer coisa que já está precisamente neste momento a confirmar-se. Contudo não deixa de ser desolador... Os seres humanos simplesmente já não me fascinam. As excepções são raríssimas, e oh, como é difícil acreditar que elas existem...



Não posso dizer mais... Vem-me à memória aquele gesto em particular que ela oferece gratuitamente a qualquer outro. Não a culpo a ela. Culpo-me a mim próprio. Desisti dos amores ideais que nada fizeram na realidade. Vai daí fui para a cama com uma deusa Vénus italiana, Elsa, que ainda hoje me põe louco de desejo só de pensar nela. De desejo e não só: há muito tempo que uma mulher não me despertava tanto fascínio e apetite sexual ao mesmo tempo. No sábado seguinte voltei a dormir com Babie, um bocado a pedido, e ao mesmo tempo porque me daria um poder perverso rebentar com isto na cara de Mara. Feito está... No sábado seguinte, doía-me a alma, e não havia Elsa para ninguém. Depois à medida que a semana avança, vão-se as Elsas e surgem as Lúcias... Se pudesse dava-lhes um beijo, ressuscitávas-la do sono profundo com muito calor humano, e opinaríamos da impertinência nas histórias de encantar dos títulos "monárquicos", enquanto fodíamos e nos vínhamos sem parar...
Azar.

Esta merda consome um gajo...



O nascimento de Vénus - Sandro Botticelli

Sábado, Março 22, 2008

Desmistifiquei Mara. Chegou vê-la fazer uma triste figura dela própria com alguém que nunca pensei fazer o seu género. Vai ter uma ressaca lixada, porque a menina Lolita, uma das suas melhores amigas, voltou a fazer estragos. Tenho que confessar que não me custou tanto, nem demorou tanto tempo como eu imaginara. E até achei uma certa piada sádica na situação. É muito imatura e superficial. Desmistifiquei Maria. Tratei-a com alguma indiferença e ficou sentida. Combinou um encontro, mas arranjei uma desculpa qualquer, porque começou logo com intrasigências. Deixei de ter paciência para aturar o seu egoísmo de menina mimada. Por minha iniciativa nada irá acontecer. Lúcia quer o mundo, e isso eu nunca lhe poderei dar. Além disso, se realmente me quisesse não teria feito certas coisas que fez. Tenho que me habituar à ideia de solidão e abstinência. O tempo passa rápido, mas perante este cenário, nada posso fazer a não ser ficar à espero de um milagre.

Quarta-feira, Março 19, 2008

Milagres

Bem, nem sei bem em que fase ando neste momento. Ando numa fase de despreocupação geral, mas ao mesmo tempo de sofrimento, e também ainda de esperança de que as coisas de repente possam mudar definitivamente, mas para melhor. Tudo parece difícil, mas não estou tão negativista quanto à possibilidade de que algo venha mudar, ou a surgir, ou ainda a ressurgir.

Deixei de ter o ónus da responsabilidade. Em tudo. Vejo os meus amigos em alvoroço geral, tentando desesperadamente mandar uma foda rápida sem muita conversa, como eu há uns tempos, ou aqueles que se resignam à monotonia de uma coisa certa, mesmo que às vezes nem estejam apaixonados, e nada do que vejo me fascina, ou me dá vontade de mudar.

Todas as minhas resoluções para o novo ano seriam mais e mais mulheres, mais e mais romance, mais e mais aventura. Este ano foi simplesmente acabar com as pseudo-relações que tive, e desmistificar as deusas, que de deusas tinham pouco, do meu altar. Reduzidas à condição de fúteis e desprovidas de qualquer beleza interior, consegui ancorar na acalmia. Agora estou na expectativa. Consigo todos os dias encontrar e descobrir um sem número de defeitos e de futilidades, passivamenteo, que confesso me tiraram toda a vontade de envolvimento. Fico assim como que à espera de um milagre...

Domingo, Fevereiro 17, 2008

II

Isto parece um romance daqueles ranhosos, uma novela daquelas de má qualidade. Estou um bocado farto destas merdas todas, de internets, de dramatizações, de melosas aventuras em busca do santo graal. Acreditar e pensar demasiado em romances abstractos ocupa-me muito tempo e trabalho. Não vou mexer uma palha, e não vou ter preocupações com as más vibrações. O sofrimento não é um calvário obrigatóriamente necessário para se chegar ao paraíso. O meu espaço e tempo, devem ser coloridos, sempre que possível por muitas cores quentes e não por pesadelos frios e intermináveis. Chegou o tempo, em que o próprio tempo, se torna o bem mais precioso, e não deve ser desperdiçado. As palavras já não são para gastar à toa, os olhos e os gestos terão mais significado.

Isto é o pensamento teórico da situação do momento. Toda a vontade que não parecer intuitivamente a que parece vestir maravilhosamente bem, não adianta sequer repensar. Quer isto dizer que o que se passa é que, depois de mascar muito nas coisas graças aos efeitos fantásticos dos freddygatos, como que meditei e percebi que nos últimos tempos andava a receber demasiadas más energias, e depois reflectia isso inconscientemente. A paisagem agora é outra, e o estado de espírito também. Por vezes, e mesmo no meio da loucura, tenho que me abstrair um bocado do plano debaixo, e meditar mais por alto nas coisas. É possível tentar evitar os focos de más energias, intervir de longe neles chamando a atenção a outros que o fazem inconscientemente, ou simplesmente afastarmo-nos ou ignorá-los. Desta forma é possível evitar perder tempo e limpar do meu mundo das ideias aquilo que me dá stress. A disposição é completamente diferente, e tudo deixa de parecer uma guerra. É o amor o único objectivo, e não os jogos, nem o sofrimento nem a tragédia.

Mas na prática, o romance continua. Conheci Babi, uma mulher muito interessante, no final da noite numa dessas festas (não me lembro muito bem como), e passámos uns dias maravilhosos juntos. Contudo isto levantou-me problemas. Continuo apaixonado por Mara, e inclusivé tivémos uma espécie de birra recentemente, em que andámos uns dias sem comunicar, mas o facto é que quando estou com ela me sinto a flutuar, apesar de não se ter avançado com grande coisa concretamente, fomos-nos aproximando mais, e não sei porquê ela faz-me sentir tranquilo. Há uma espécie de empatia mágica entre os dois, e ela também já percebeu isso. Ontem ouvi uma boca que dava aqui que contar. Mas não voi fazê-lo. Tudo parece bem.
Mas há Babi. Babi foi passar um mês à Polónia, de onde é natural, mas daqui a umas semanas estará por aí. A verdade é que gosto dela, e tenho saudades, mas a Mara.., é especial. Ainda que eu saiba que me posso apaixonar por Babi em pouco tempo, pelo que já conheci dela, Mara liberta-me inacreditáveis quantidades de serotonina no cérebro... Que posso eu fazer? Mara parece corresponder, mas não temos tido grandes possibilidades de estarmos os dois a sós. Temos uma espécie necessidade de sair para nos vermos. Não faço ideia, não consigo pensar.
E depois havia ainda Maria. Ouvi o que precisava de ouvir dela, ao longe. Ela diz que não gostava de mim, apesar de por vezes dizer coisas que parecem querer dizer o contrário. Disse isso, mas depois pareceu muito interessada em saber se eu já estava apaixonado por alguém e por aí fora... Seja como for, não é não, e pelo menos consigo deixar de pensar nela como pensava antes. Se gostasse de mim, ter-se-ia preocupado em, pelo menos, ter sido melhor para mim, e não me teria feito sofrer metade do que me fez. Ao reduzir as preocupações, reduzo o stress e as energias negativas.
Mas em relação a Babi não sei o que fazer, ela parece gostar de mim e querer continuar. Eu também, mas não consigo deixar de pensar em Mara, e na minha decisão de não perder tempo com escolhas que não sejam as que não dão dúvidas... Se ao menos Mara me desse um bom empurrão...

Ano Novo (continuação)

Como ia entretanto a escrever no outro dia, estava decidido a permanecer livre e manter-me afastado de confusões com mulheres, pelo menos com aqueles que não me interessassem verdadeiramente. Contudo passei o mês inteiro de Janeiro em bezanas, drogas e festas. Numa destas conheci Baby, uma polaca interessantíssima, bonita, inteligente e avant-garde. conhecemo-nos de madrugada. Uma noite fantástica de sexo.

Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Ano Novo (pelo menos)

Tomei algumas resoluções para o ano novo tentando resolver alguns problemas. O primeiro deles era pôr um ponto final nas relações amorosas em que andava envolvido, e pelo menos isso está feito. Desvinculei-me amigavelmente da pequena Lolita Rosa, que dava comigo em doido, e também de Júlia que me deprimia profundamente. Se andar constantemente envolvido com mulheres, sem estar verdadeiramente apaixonado por elas, vou acabar por ir deixando passar o tempo sem me preocupar com o que é realmente importante: encontrar alguém com quem me sinta verdadeiramente preenchido, e que eu preencha da mesma forma. E pelo caminho, pelo menos nos últimos tempos, foram acontecendo alguns episódios.

Tinha acabado de tomar e executar esta decisão de manter a loja "objectivamente" desamparada e o ano novo vinha a caminho. Também será importante referir que entretanto apaixonei-me, se não o estava já mesmo antes, por Mara. Mara tem tudo o que me atrai numa mulher, menos a idade... Mara sou eu, e isso assusta-me e fascina-me ao mesmo tempo... Entretanto ajudou-me, pelo menos, a não pensar tanto em Maria. Não consigo deixar de evitar pensar nela, mas pelo menos penso muito menos, não a procuro tão conscientemente, e já passo dias sem ir verificar alterações no seu hi5. Mara foi ocupando o meu pensamento a espaços. Temos tido várias brigas, nas quais estamos dias e dias de relações cortadas, apesar de sermos, "amigos". Acho que ela também gosta de mim, mas não o suficiente para que algo se passasse.

Esta ideia de me manter livre para aquela que vai valer mesmo a pena, tem-me trazido ansiedade. Medo por passar demasiado tempo sozinho. Simplesmente assusta-me. Vai daí, tenho saído que nem um louco. Começou logo na passagem de ano. Vim uns dias antes para a cidade, e já aí, foi sair e beber diáriamente, acabando na discoteca do costume. Fui parar a Espanha, não sei muito bem como num domingo à tarde, depois de uma dessas bebedeiras, em que combinei tudo não sei muito bem como. À noite estávamos em Granada, eu mais dois amigos, um deles o condutor, velho amigo meu, e duas "pitas" deslumbrantes. Uma já conhecia. A popular rockeira, que é boémia, mas, e apesar de excelente pessoa, de boas famílias e não dada a excessos. A outra, uma amiga sua, ainda muito mais deslumbrante, uma mulher que irradiava energia e amor, e que, notava-se, vivia numa prisão de normalidades... Bem, para abreviar, bebemos, e depois, na segunda noite beijámo-nos e as amigas, ou ela, já nem sei muito bem, levaram-na para casa e eu fui afogar as minhas mágoas com um loura belga, igualmente deslumbrante e interessante, com quem acabou por não dar sexo, porque eu estava demasiado bebâdo e não conseguia deixar de pensar na outra... Um pormenor: não fiz nada para além de olhá-la, e mesmo assim, com cuidado. Apesar das tentativas tresloucadas por vezes, dos outros para impressioná-la, ela ficou intrigada com o meu silêncio e calma. Foi ela quem se meteu, tentando "abrir a casca" com um "-tu és muito calado...". É daquelas pessoas que não provavelmente não voltarei a ver na minha vida...
este não sou eu, é apenas o meu alter-ego das insónias, e portanto, não, não lamento, mas não sou esquizofrénico, mas este não sou eu, felizmente, ou não, não sei muito bem ainda nada...

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Natal

Odeio o natal. Tive de apanhar boleia para descer à minha terrinha. Se pudesse não viria, mas os meus pais iam ficar a remoer naquilo certamente. tive para não vir até à última da hora, mas a solidão ainda me faria pior. Os últimos dias foram passados a pensar em Maria 24 horas por dia. Não sei o que fazer. Ela provavelmente vai-me passar a evitar, já que não respondeu à minha última tentativa de conversa no msn na sexta. Queimei o número dela que ainda tinha guardado numa caixinha de recordações. De qualquer forma tinha-lhe dito que já não o tinha, e aquilo ao menos servir-me-ia para exorcisar a minha dor e para não voltar a rebaixar-me perante ela. Ela não merecia um minuto do meu sofrimento. Doravante passaria por ela como se não a conhecesse, não seria digna de um simples olá. À minha derradeira tentativa para restabelecer contacto respondeu com desprezo e abandono. Que figura triste, por onde andará o meu orgulho? Teria de tentar ignorá-la, apagá-la da minha memória, do meu quotidiano, da minha vida. Seria um enterro definitivo, e eu sabia-lo inconscientemente.

Respirei fundo, bebi uns copos, sempre comprei e fumei um bocadito de bolota e fui para um concerto de reggae onde conheci uma rapariga interessante. Chamava-se Eva, era de Valência, fumámos juntos e falámos até às 7 da manhã. Pareceu-me fascinante até ao final, e nem por um segundo nos aborrecemos um com o outro. Não fosse o facto de ter a cabeça cheia com Maria e ter-me-ia apaixonado por ela. Trocámos números, combinámos sair juntos no dia 28 e acompanhei-a a casa. Apesar da vontade e do meu descaramento não me deixou dormir com ela. Fui para casa e sem querer perdi o número dela nas chamadas não atendidas, para ver se a amante (Rosa) tinha continuado a mandar mensagens do tipo "quero-te" e "desejo-te" mesmo depois de eu ter terminado tudo com ela. Tem namorado, o que eu desconhecia da primeira vez que fui com ela (pr'aí há dois meses), e ainda por cima acho que se chegou a apaixonar por mim. Apesar do sexo ser fantástico, e de ela se ter tornado numa grande amiga minha, eu não estava apaixonado por ela. Quando falou que ia largar o namorado, assustei-me, e para mais não tinha estômago para continuar com aquela promiscuidade e hipocrisia.

Tenho pensado na questão da idade, tenho pensado em tanta coisa. Também me cortei com a outra amiga colorida, Júlia. Acho que ainda não tinha falado dela ainda. Foi ela que me abordou há uns meses atrás, lá para Março, Abril, e na mesma noite em que nos conhecemos fomos logo para a cama. Isto leva-me de novo à questão da idade. Ela tinha 21 ou 22. Éramos amigos e dormíamos uma noite ou outra por semana geralmente aos sábados. Fumávamos e falávamos imenso e até passávamos bons momentos, mas não havia aquela química. Todas as mulheres que tenho conhecido e com quem me tenho envolvido têm rondado essa idade. E tenho que passar a evitá-las. Uma mulher com essa idade não é uma mulher, é uma rapariga. E parece haver uma décalage intransponível. De resto entretanto ela apaixonou-se por outro e desapareceu (encorajei-a de resto), eu entretanto fui com outra de 26 fantástica e encantadora, mas que recusei depois da segunda vez por andar apaixonado por Maria. Depois de ter ido para Espanha em Maio não mais a procurei e quando o fiz era já tarde demais. Ela não gostou da segunda nega que lhe dei. Tudo isto tem-me levado a pensar.

Depois há Lúcia. Após em Julho as coisas terem corrido mal com Maria pensei uma reaproximação mas não deu certo. Entretanto tenho sido amigo dela e tenho falado com ela pela net bastantes vezes. Na segunda feira, mesmo antes de ter ido para o messenger expôr aquela sofreguidão a Maria, cruzei-me com Lúcia. Fez questão de dizer que ia ter com o namorado. Ainda estive para a convidar para um café, mas percebi naquele momento que aquilo queria dizer mais qualquer coisa. Estava na altura de desistir definitivamente de ter com ela algo mais que não fosse uma amizade desinteressada. Ainda há umas semanas a tinha desafiado para largar tudo e vir ter comigo. Convidou-me para casar no gozo como que para me pôr à prova, mas continua a namorar com o mesmo tipo. Já não tenho estômago para isto igualmente.

Voltando a Júlia, depois de tudo ter corrido mal com Maria e Lúcia, em Julho acabámos por nos comer e dormir juntos na minha nova casa, mas não houve sexo. Houve depois nos meses seguintes depois das férias, mas sempre emoldurado por uma amizade sincera que eu não queria desenvolver ao contrário dela. Deixei de a procurar, e apesar de ainda falarmos e fumarmos juntos, como ela também não me procurou, acabou por se perder o contacto. Foi pensado da minha parte. Ela procura um namorado, e eu também não posso continuar envolvido nestas coisas sob pena de me acomodar e deixar de procurar aquilo que realmente desejo. E quanto ao sexo, a verdade é que Rosa (a tal amante com namorado) me deixava mais do que satisfeito, deixava-me de rastos… E com direito a tudo, e sem jogos de orgulho e de constante conflito e discussão como com Júlia. Para mais fisicamente era muito mais sensual e sabia como me provocar…
Foi do melhor sexo que tive nos últimos meses ou mais… Mas a minha cabeça não estava ali, e os meus ideais andavam longe dali. Para além do facto de ter namorado, e de lhe andar o fazer o que fazia (e eu já não era o primeiro) aquilo não seria solução nem para mim nem para ela, com a diferença de que eu sou muito mais velho e não tenho tanto tempo para perderem affairs temporários…

Pois. Maria, sempre Maria... Feche ou abra os olhos, só vejo Maria. Ontem não conseguia adormecer, estive horas a pensar nisto e escrevi sobre o que sentia. Queria apagá-la da minha vida, da minha memória... Acabou... Agora é fazer o luto e esperar que passe...

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Estou perdido. Não sei que fazer com aquela gaja. Não paro de pensar em Maria. Andei enrolado com outra mas nunca consegui deixar de pensar nela, de procurar os sítios que ela frequenta. Encontrei-a na noite pelo menos uma vez por semana e passei sempre por ela como se não a conhecesse. Até que hà uma semana atrás falei com ela. Cumprimentei-a com dois beijos e ela respondeu que ainda bem que eu finalmente a cumprimentava, desde a última vez (Julho). Atá aí só lhe dirigia longínquos olás se tivesse mesmo que ser. Perguntei-lhe se estava bem, disse que não, num tom dramático que no mundo idílico faria pressupor que era por minha culpa. E segui caminho, desapareceu da discoteca ainda cedo e muitíssimo bêbada, nunca a tinha visto assim. Entrei em completo pânico e só descansei quando falei com ela por messenger na segunda (isto tinha sido na noite de quinta). Não fosse um facto de ter deixado cair o telemóvel pela varanda num local sem acesso, com uma grande trip de um bocado de ácido que me deram, e ter-lhe-ia mesmo mandado uma mensagem a perguntar porque estava ela mal. Mesmo depois de o ter deixado cair no abismo, ainda pedi um a um amigo que me teve a aturar o devaneio da droga, mas felizmente entretanto enquanto pensava e decidia o que escrevia, processo que decorreu horas, o telemóvel ficou sem bateria. Enfim, o impulso lá saiu pelo msn de maneira a causar o menor estrago, mas saiu e denunciou-me. Para piorar a situação ela estava a demorar horas a responder, embora fosse escrevendo num tom amistoso de quem pelo menos ainda se lembrava bem de tudo, mas eu passei-me a certa altura e disse antes mesmo de sair extemporaneamente para ela me ligar a marcar encontro para pôr a conversa em dia. Estou na merda. Ela ainda tem o número, mas como é óbvio não respondeu. Acho sinceramente, apesar de gostar de imaginar que não, que ela sempre gostou e ainda gosta de mim, que ela está noutra "onda". É claro que se gostasse de mim tinha feito tudo de forma diferente. Mas não consigo esquecê-la. Não está a ser tão fácil nem rápido como gostaria. Não sei que tem ela de tão especial, mas sempre gostei da forma dela de ser, e achava que com ela faria o par perfeito. Ela correspondia às minhas fantasias. Podia passar sem o sexo com ela que não me aborreceria um minuto. Ela sempre me fascinou a todo o tempo, e não percebo porquê. Estou mesmo mal. Passo o dia e a noite inteiros a pensar nela mas isto não parece estar a passar com o tempo. Ela está-se a cagar, senão pelo menos preocupar-se-ia com as minhas figuras de urso. Disse-lhe um olá aqui no msn e nem respondeu. Pedi desculpa pelo outro dia, e ainda me enterrei mais. Pelo menos está a ser sincera, não está a alimentar falsas esperanças. Vou ali comprar um bocado de bolota a ver se isto me passa...

Sábado, Novembro 24, 2007

Se o problema tem solução não se preocupe, se não tem para quê se preocupar? - Provérbio chinês

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Conflitos Edipianos

Quem nunca conseguiu verdadeiramente conquistar a liberdade perante os seus pais, nunca o conseguirá perante qualquer outro indivíduo ou perante a sociedade...
Perdi toda a fé na espécie humana. Coisas que para mim são meras banalidades, parecem significar mais para os outros do que aquilo com que sonho e que me falta. Acho que o meu problema é acreditar no amor. Como pode um ateu continuar a sonhar com um deus que sabe não existir, e que ainda por cima, a existir, seria humano?

Sylvia (2003)

"Sylvia," the film by New Zealand director Christine Jeff about the sad and predictable suicide of American poet Sylvia Platt, is no less than a masterpiece that left me with a heavy heart.

This 2003 two-hour film tells the captivating story of Platt, who was destined to be a suicide case; even in her teens she had experienced a drug overdose. Her oversensitive and hyperemotional nature made life an unbearably torturous hell for her.

She was born into a wealthy middle-class American family. Her dictatorial mother was her complete opposite, worldly and distanced. She traveled to England to study English literature at Cambridge, where in 1956 she met English poet Ted Hughes, with whom she instantly fell in love. She had had a few shallow entanglements back in the States, but this was a real love affair, as she was thrilled by the poetry of Hughes. Her marriage to Hughes was one of total immersion. But with love came unbearable jealousy and a clash of personalities. Hughes was also in love with her but that did not exclude his having a series of extramarital affairs.

Platt is played with extraordinary sensitivity and subtle mastery by charming Gwyneth Paltrow in this hugely difficult portrayal. Platt's marriage to Hughes produced two children, which didn't prevent her from attempting suicide on several occasions. Her mental condition helped her to produce great poetry that overshadowing the acclaimed poetry of Hughes. She finally committed suicide in her sealed kitchen, suffocating herself by gas after serving breakfast to her children in bed.

Daniel Craig is no less superlative in his acting as Hughes. It was Hughes who published two volumes of Platt's balanced and convincing poetry like "Ariel" and "Breakfast letters" posthumously, after her premature death in 1963. Hughes died of cancer a few years after Platt's death, having had a tempestuous on and off love relationship with her even after they had separated.

It is most interesting that the short part of Platt's mother was played by her real mother, Blyth Danner, which gives the film the fourth dimension of reality. So many scenes give the impression that it is a near document, which I find as another plus for the film's director. It is possible that Platt's deep depression is genetic in origin, but obviously not from her mother's side.



Her family and some of her admirers have reacted negatively to the film. The criticisms were that the film was not at all about her poetry, which may be true, but the film was not intended to be a Platt poetry book, but an utterly sad and depressive portrait. The film depicts the atmosphere of her pitiful loneliness. The two scenes where she rings the door bell of her old neighbor in the middle of the night, in need of company and missing warmth, with the excuse of asking for postage stamps, is heartbreakingly symbolic.

The movie leaves one with the bitter taste of the tragic life of poet Silvia Platt. Yet it may be correct to feel that it could have been her psychosomatic or psychological state which dictated her distinguished poetry.

YÜKSEL SÖYLEMEZ
Estou preocupado, irritadiço seria mero eufemismo. A tristeza assola-me, quando o álcool não me intoxica. Pela primeira vez tenho andado a pensar em suicídio. Detesto os outros, a merda do moralismo infantil dos ignorantes que me vigiam e "corrigem" constantemente. Começo seriamente a perder a pouca paciência que tenho... De todos os lados me tentam pressionar. Mesmo escondido neste sítio onde há pessoas verdadeiras, a solidão não me larga. Onde está ela, aquela que nos salvaria da decepção interminável? Nunca se mostrou, nunca apareceu. Somente em sonhos. Talvez nunca chegue...

Por fora está tudo bem...