terça-feira, janeiro 16, 2007

Saudade

Os dias sucedem-se a um ritmo vertiginoso, e os pensamentos também. Deixei de pensar em Guida, e até estranhei que assim fosse. Nunca mais voltei a falar com ela. Voltei a pensar numa ex-namorada recente, Lúcia, e muitas vezes dou por mim a desejar voltar a estar com ela. Pensei ainda em algumas mais antigas. Nunca hei-de perceber o que significa a palavra amigo no dicionário das mulheres. Eu nunca fui o amigo. Fui sempre o amante ou o conhecido. Acho que não existe amizade pura entre um homem e uma mulher. Há sempre um encantamento mútuo. E por isso nunca soube o que pensar do outro, a quem elas chamam amigo. Recordo-me de que nessas alturas, quando a proximidade do amigo era sempre maior do que a minha, acreditava que tinha um trunfo, que aqueles olhares e aqueles momentos seriam suficientes para ela gostar mais de mim. Mas o outro estava lá sempre, podia falar horas a fio com ela, podia vê-la todos os dias, várias vezes ao dia enquanto eu me tinha de contentar com pequenos momentos que revia constantemente. Apesar de tudo,acreditava que ela escolheria esperar por mim, e que ele para ela seria sempre e apenas um amigo. Mas desisti uma e outra vez, e nunca fiquei a saber se ela se ela no final ficava ou não com o amigo nem tão pouco em que medida gostava dele... Estes dias sozinho têm-me deixado introspectivo. Sabe bem para um pouco e viajar pelo passado e pelas recordações, e até mesmo desejar revivê-lo. Mas nunca por muito tempo... Quando começo a olhar para as fotos, sei que é altura de parar, mas nessas alturas nunca me apetece para imediatamente... E quando tudo corre mal, elas ainda têm o amigo que as impede de bater no fundo. Eu nunca assim estive apaixonado por ninguém, e nunca nenhuma rapariga me chamou amigo... Náo consigo tirar uma conclusão lógica. O Homem e a Mulher são terrívelmente possessivos quando apaixonados...

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