segunda-feira, janeiro 01, 2007

Toque

Não parei de pensar em Guida nestes últimos dias. Ou melhor, nestas últimas noites. A solidão da noite invade-me o pensamento com desejos platónicos das mulheres que habitam a minha cabeça. Pensava que estava curado. Mas não. Não conseguia parar de pensar nela noite após noite, numa ânsia que me desconcertava e revoltava ao mesmo tempo. Não quero pensar nela. Se algo acontecesse seria óptimo, maravilhoso. Mas o que não aguento é estar permanentemente a construir expectativas que provavelmente nunca irão acontecer. Luto contra isso. Mas é um esforço inglório, que acaba por resultar em obsessão.

Vai daí, e uma destas noites não aguentei. Mandei-lhe um toque. Precisava de lhe comunicar que estava a pensar nela. Aguardei por uma resposta, por uma correspondência que chegou sobre a forma de nada... Respondeu-me com a sua não resposta. Não me arrependi de o ter feito. E não fiquei transtornado com a sua não resposta. Interpretei-a e aceitei-a. Agora sei que estes pensamentos não são correspondidos, que a saudade e o desejo não eram simultâneos. Sinto-me aliviado...

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