segunda-feira, novembro 06, 2006

Domingo

Encontro-me acima de tudo confuso, perdido, no desencontro permanente entre aquilo que me sabe bem momentâneamente e aquilo que racionalmente deveria previligiar. Em tudo. Nos amores, na vida, na merda do trabalho (porque tem este último conceito que existir?)...

Continuo com Laura. Tenho dormido com ela todas as noites. E embora seja uma excelente pessoa, com uma mentalidade aberta, simpática, extremamente bonita e sempre com um sorriso nos lábios, a verdade é que não me sinto assim tão bem com ela... Ou melhor, sinto-me muito bem com ela, mas não suficientemente bem para ficar por ali e deixar de ir à procura de outra que me faça sentir mesmo bem, e que apague este pensamento amargo, seja lá ela quem for...

É verdade, sinto que Laura se está a apaixonar perdidamente por mim a cada dia que passa (reclamando a minha presença o tempo todo), estando eu a fazer o percurso inverso. Ela é uma excelente pessoa, é extremamente inteligente, todos os meus amigos a cobiçam, temos um entendimento sexual perfeito (orgasmos em todas as sessões) e fodemos a toda a hora, mas não sei porquê sinto uma vontade indomável de terminar tudo isto e ir à descoberta de outras almas, de outros corpos, da liberdade, da felicidade...

Mas depois vem o reverso da questão. Obviamente também sinto algo por ela, e não trocaria as noites que passamos juntos pela monotonia da minha solidão crónica. Não sei, acho que estou um bocado acomodado. Mas é que sabe tão bem acordar com ela a meu lado. E os miminhos que ela me dá? Já tinha referido que também é extremamente carinhosa?

A minha saúde, essa continua extremamente deteriorada. A física. E mais de um mês de bebedeiras diárias deixam-me um bocado desligado da pressão do mundo real. O consumo ocasional de outras substâncias também não ajuda. No sábado, depois de um concerto punk fomos comprar bebidas e fui com um colega que me pediu pra ir com ele comprar branca sob a forma baseada, coisa que eu nunca tinha visto. Depois de entrarmos num dos piores bairros de Lisboa, dou por mim na casa de um cigano, num cenário digno de um filme do kusturica. Dois revólveres gigantescos daqueles típicos de filmes em cima de uma mesa, numa figura irónicamente cómica e simpática... Voltámos para a festa, embebedei-me uma vez mais, fumei daquilo embora não me tenha batido muito e depois fui ter com a Laura às 6 da manhã.

O que não referi aqui é que ainda passei pela discoteca para ver se encontrava a Margarida. Nunca falei aqui dela. Margarida é o meu género de miúda. Conheci-a na discoteca numa noite em que tanto ela como eu estávamos perdidos de bêbados. Ambos estávamos excitados nessa noite, e o prazer foi mútuo. Devia-la ter beijado, mas deixei passar a oportunidade (ela própria mo disse). Largava tudo neste momento para poder estar com ela. Sinto qualquer coisa de especial ali, que não sentia há muito tempo. Ela sabe-lo. Mas continua a querer chorar o perda de um ex-namorado que nunca mais vai voltar a ter, e eu sinceramente não tenho paciência para fazer o papel de bom samaritano e desisti de tentar... Mas certo é todos os fins de semana dou comigo nessa discoteca a ver se a encontro...
Bem, mas tudo isto irá acabar em breve repentinamente. Terei um afastamento forçado de pelo menos dois meses, o que me dará para voltar à normalidade.

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