quarta-feira, maio 04, 2005

Se isto fosse verdade, seria real. Não consigo estar bem, enquanto for alimentando esta agonia que trago no pensamento. Se sentisse que havia, vontade de reabilitar, alimentaria a ilusão. Não se trata apenas de uma questão de descrédito, como possa por vezes tentar fazer passar. Reconheço que tantas vezes exagero, deixando de acreditar precipitadamente nas coisas, intuitivamente. Neste balanço final, contudo, não ouso descartar nada, nem cortar a direito. Há muitas situações que foram desastrosas. Algumas brutalmente cruéis, e talvez, irreversíveis. Contudo, as razões que as motivaram, permanecem ainda hoje, desconhecidas. Se apesar de tudo, se conseguiram extrair algumas conclusões, essas nunca poderão provar que os estragos determinados por uma certa situação, seriam mais ou menos devastadores do que os de uma hipotética outra. O ponto essencial para mim, é, e sempre tem sido, fazer o que me parece o mais correcto. No passado, ontem, hoje, neste preciso momento... A realidade é constantemente analisada, a cada segundo. Não vou censurar-me eternamente por ter tomado esta ou aquela atitude outrora, porque por muito errada que possa parecer hoje, foi a que realmente urgia acontecer, fruto de inúmeros factores determinantes, que analisados então, pareceriam válidos. Não compreendo esse julgamento. Por vezes, cometemos erros irreversíveis, outras vezes nem tanto. Mas a vida continua. Cabe a cada um de nós decidir o que quer fazer com ela. A cada instante. E é por isso que o ontem não determina matematicamente o hoje negativo. Os valores que levaram a um quociente, apenas quem o calculou conhece. O que neles pesa são sempre conjecturas muito mais alargadas, que nunca vou conseguir descobrir. Mas se a sua análise, depois de tudo somado, continua a ser a desconfiança, e a conclusão a desistência, então sou forçado a compreender essa decisão. Até certo ponto...


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