domingo, abril 10, 2005

Levantar a cabeça

Um dos maiores prazeres que podemos ter na vida é tentar ajudar os outros a reencontrarem-se com eles próprios. A sentirem-se como realmente são, e não como pensam que os outros os poderão pensar. Redescobrir o seu interior, a sua inocência há muito perdida... As pessoas são realmente boas por natureza. Uma vez afastados os enviesamentos resultantes do auto-constragimento que alimentam diáriamente, conseguem voltar a ser elas próprias. O mais díficil é ultrapassar a espessa barreira do medo. É preciso conseguir sair de dentro do eu, para se poder voar alto, e conseguir analisar tudo visto de cima. As cabeças descaídas que vemos à nossa volta, são meros reflexos de nós próprios. Ousar soltar amarras e embarcar nesta longa viagem não é fácil. Mas é quasepor si só suficiente para voltar a encontrar a essência no seu estado puro, espontâneo, natural... Sair por momentos da galáxia e perceber que o universo não tem fim, nem leis, nem lógica, é um avanço urgente que permite chegar ao nosso sentido das coisas, muito tempo antes de tudo acabar. E é depois desse ecstasy, no caminho de regresso, que reparamos que a cabeça voltou a levantar. Já não conseguimos sentir a natureza maléfica do mundo no nosso interior... Todas as batalhas terminaram. Sentimos apenas bem-estar, amor, alegria, paz, empatia, serenidade, e compaixão... E uma profunda satisfação por nos termos finalmente reencontrado com o que de mais belo há em nós... Somos de novo livres... E felizes...

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