quarta-feira, maio 11, 2005

Esta é daquelas alturas, em que ou escolho deixar de vir aqui definitivamente, e de alimentar a minha ilusão, ou me lanço nisto ainda mais a fundo. Mais ainda no fundo do que já estou? Lançar-me-ia de boamente, pois é essa a minha ideia idealizada desde há muito. O problema é que não me consigo fazer passar, por intermédio de um fio. Custa-me muito, deixar desta forma a minha alma escancarada, ao sabor da curiosidade alheia. Custar-me-ia bem menos, avançar lentamente ao encontro das palavras que sonhei um dia ouvir, pronunciadas pelo olhar que um dia me quebrou a fachada, e me desmontou por dentro até ao dia de hoje. Até este preciso momento. E se o continuo a sentir tantas e tantas vezes, acabando sempre por se sobrepor no final a todas as outras vozes que me circundam, cada vez mais o entendo como natural e belo, e não como necessário, ou de qualquer forma negativo. Porque por mais dúvidas que houvessem, no final muitas foram deduzidas por mim próprio, por meio de interpretação puramente subjectiva, mas que é a que quero continuar a ter para mim. Assim o fosse realmente, e existisse de forma plena em nós. Em nós dois, simultânea e directamente, para que não restassem quaisquer dúvidas. Assim ela o fosse a tempo, em tempo que fosse o nosso, só porque ambos assim o quisemos. Sem ter que depender de mais nada, nem de mais ninguém. O ponto de conexão entre duas almas, que não se temeram, não se esconderam de si próprias. Antes se encontraram, e existiram, por quanto assim se permitiram.

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