terça-feira, abril 26, 2011

Desolação

Fui ao Porto, com Maradona e mais duas babes, uma paixão dele que não ata nem desata, e a outra uma menina certinha bem bonitinha, ver um DJ set de Caribou. Todas as mulheres naquela pista me pareciam distantes, frias, lésbicas. À minha frente, o picanso entre ele e a babe, mais dois putos que apareceram e que pareciam não ver uma mulher desde que nasceram, e a outra babe com um puto qualquer que lá foi ter. Assim que este último puto saía da pista, os outros dois agarravam a miúda e apalpavam-na toda. Eu não compreendia como ela não enxotava aqueles dois desinteressantes imbecis. É psicologia social, sempre se aprende observando.

Aquela viagem de regresso parecia um pesadelo, e eu parecia um nómada num longo deserto interminável. Ao fundo ouvia as cantadas foleiras daqueles putos, um deles um verdadeiro anormal a quem me apetecia estrangular o pescoço. Há realmente pessoas que têm o intestino grosso ligado ao cérebro.

No dia seguinte áquela terrível ressaca, só me apetecia mandar um mail a Patrícia, que afinal descobri não ter namorado, para tomar um café a pretexto de trabalho. Parece ser a única mulher capaz de me entusiasmar, a única capaz de me fazer querer pensar em assentar e ter filhos.

Regressei à cidade e voltei a emborrachar-me até não haver amanhã. No final da noite encontrei Susana, uma mulher dois anos mais velha, de sardas, e com um corpo fulgorante, que já tinha "comido" na discoteca, e que consegui finalizar no sábado, trazendo-a para casa, e fodendo totalmente bêbados e a cair para o lado. Ela quer qualquer coisa mais séria, mas eu não quero mais do que sexo, e tal é o medo que no dia seguinte não quis repetir, apesar de me ter embebedado e de a ter encontrado.

Só consigo pensar em Patrícia, e em como ela seria a mulher ideal para construir uma vida.

- Mandei realmente o mail, ela disse que ia ser difícil porque não tinha tempo. Esta já era.



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