quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Quando tudo falha


No final, quando tudo falha, vem sempre um sentimento de desalento. A bem ver, tudo o que de pior pode acontecer, sempre acontece. Todas as minhas paixões foram tragédias. E no final vem o balanço. Vânia, a minha paixão do final da adolescência, depois dos meus primeiros anos de Universidade, terminou com a minha primeira grande desilusão. Duarante anos ainda gostei dela, mas depois do que ela me fez, eu nunca a perdoaria. Casou e teve um filho. Pelo meio ainda nos reencontrámos, e cheguei mesmo a temer que o filho fosse meu, depois de uma provocação de um colega, e não era, tenho quase seguramente a certeza mas ainda vou tirar isso a limpo com uma amiga para que não reste nenhuma dúvida.

Depois D, por quem tive uma paixão assolapada e a quem dedicava muitos destes textos por alturas de 2003/2004, nunca passou de uma paixão platónica. Quando a voltei a ver, passados estes anos todos, no verão e há uns dois meses, estava com o namorado que eu também conhecia e nem tive coragem de a cumprimentar.

S, quase ao mesmo tempo desta, era como a minha alma gémea. Ainda hoje passo horas a ver fotos dela no FB, e uma vez estive quase para a abordar, mas depois olho para a foto dela com o namorado e chego à razão. Já chegaram os toques anónimos que lhe mandava quando não tinha a coragem de lhe pedir para estar com ela fora do trabalho. Ainda hoje acho que foi um erro não ter tentado, a empatia que tínhamos na altura acho que não voltei a senti-la por ninguém. Mas a minha cabeça nessa altura andava uma confusão, uma indecisão completa, e acabei por tomar as piores decisões possíveis. Às vezes pensamos que o que sentimos por uma pessoa é facilmente substituivel por outra, e muitas vezes é preciso passarem anos para percebermos que a empatia e a proximidade que se sentia por uma pessoa era tão especial que nunca mais voltou a acontecer com ninguém.

L, com que eu tive um caso por essa altura e que nunca consegui esquecer completamente, trocou-me passado uns dois anos por um totó, porque eu não conseguia assumir a relação. Mesmo quando eu decidi fazer um ultimatum e namorar com ela, escolheu-o a ele.
Nos últimos dois anos voltei a reatar com ela, pelo menos como amigo. Nenhuma mulher com quem me tenha envolvido esteve tão perto de me conseguir conquistar como ela. Quando eu já estava mentalizado que não conseguia viver sem ela, escolheu novamente o mesmo totó. Só que desta vez não fiquei triste, fiquei furioso. Espero que leve uma vida de merda, bem tranquila, que é o que alguém que não ousa arriscar por amor, merece.

As estrangeiras que fui tendo, a alemã, a galega, a italiana e a polaca, nunca passaram de relações a prazo, se é que algumas se poderiam chamar de relações, resultado dos meus problemas com o compromisso. Era sempre garantido que um dia a relação acabaria, quando elas tivessem de partir, e isso estava sempre subentendido, quer se quisesse ignorar esse facto ou não. Para mais, fosse por diferenças culturais, fosse pelo que fosse, nunca senti que poderia confiar em nenhuma delas. E quando a nossa intuição nos dá o sinal de alarme, geralmente nunca se engana.

Depois os outros casos que fui tendo, alguns deles abordados ao longo destes textos, muitos já nem e lembro deles, tal foi a importância que tiveram.

Para piorar a situação cheguei a um ponto em que nada nem ninguém me dá motivação. Desde a polaca do verão que não me apaixonava, e era era tão louca e tão puta que aquela paixão para mim não foi nada saudável. Depois a tal P, ainda me deu algum entusiasmo, mas tinha namorado e teve que passar. Depois C, a colega de escola antiga, depois de tanta hora no msn e FB, pressionei um encontro e berrou. Não falamos há semanas, e o meu último olá não obteve resposta. F afinal era treta. É curioso este caso, pois embora ela me atraisse físicamente eu não me conseguia imaginar com ela. Afinal fizeram-me passar que alguém estava interessado em mim, mas não era ela, era uma amiga da tal Catarina, mas que tem pelo menos mais uns 3 cm do que eu, e com quem também não consigo imaginar grande dupla. É uma cabeça de vento, e mesmo saindo com ela como amigos, ao primeiro rabo de calças que vê, deixa-me sozinho. Evito sair com ela. Fabiana é um caso curioso, apenas porque depois de andarem a lançar essa contra-informação, eu achava que seria ela a interessada. Isso causou-me muita confusão durante uma semana, só até ela aparecer com o novo namorado. Não sei se por algo que fiz ou disse começou uma campanha de ódio contra mim, convencida que eu gosto dela, o que é totalmente falso, nunca achei que fosse o meu género. E mesmo as minha colegas, que sempre vão lançando uns flirts, mas que não me atraem grande coisa, encontrei a mais interessante a caminhar com aquele que devia ser o namorado. Apenas uma amiga de uma colega minha dos tempos do liceu, que fodi uma vez quando estava todo destruído depois da tirolesa, me tentou assediar por net, mas como estou farto de cometer erros com pessoas que não me interessam para além da foda, vou deixar passar.

A minha vida é um deserto, tudo o que podia correr muito mal se revela infinitamente pior, e eu desidrato, murcho e padeço, sem nenhuma réstea de esperança à vista...


1 Comentários:

Blogger Thamires disse...

Seu Blog me encanta, não o considero deprimente.
Você compartilha a sua vida, suas dores, suas verdades, isso é belo.
Torço que me passe os anos e eu ainda continue com fôlego e entusiasmo de permanecer escrevendo no espaço, como tu faz.
Ótima semana, beijos.

quarta fev 09, 01:07:00 da tarde 2011  

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