segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Ano Novo (pelo menos)

Tomei algumas resoluções para o ano novo tentando resolver alguns problemas. O primeiro deles era pôr um ponto final nas relações amorosas em que andava envolvido, e pelo menos isso está feito. Desvinculei-me amigavelmente da pequena Lolita Rosa, que dava comigo em doido, e também de Júlia que me deprimia profundamente. Se andar constantemente envolvido com mulheres, sem estar verdadeiramente apaixonado por elas, vou acabar por ir deixando passar o tempo sem me preocupar com o que é realmente importante: encontrar alguém com quem me sinta verdadeiramente preenchido, e que eu preencha da mesma forma. E pelo caminho, pelo menos nos últimos tempos, foram acontecendo alguns episódios.

Tinha acabado de tomar e executar esta decisão de manter a loja "objectivamente" desamparada e o ano novo vinha a caminho. Também será importante referir que entretanto apaixonei-me, se não o estava já mesmo antes, por Mara. Mara tem tudo o que me atrai numa mulher, menos a idade... Mara sou eu, e isso assusta-me e fascina-me ao mesmo tempo... Entretanto ajudou-me, pelo menos, a não pensar tanto em Maria. Não consigo deixar de evitar pensar nela, mas pelo menos penso muito menos, não a procuro tão conscientemente, e já passo dias sem ir verificar alterações no seu hi5. Mara foi ocupando o meu pensamento a espaços. Temos tido várias brigas, nas quais estamos dias e dias de relações cortadas, apesar de sermos, "amigos". Acho que ela também gosta de mim, mas não o suficiente para que algo se passasse.

Esta ideia de me manter livre para aquela que vai valer mesmo a pena, tem-me trazido ansiedade. Medo por passar demasiado tempo sozinho. Simplesmente assusta-me. Vai daí, tenho saído que nem um louco. Começou logo na passagem de ano. Vim uns dias antes para a cidade, e já aí, foi sair e beber diáriamente, acabando na discoteca do costume. Fui parar a Espanha, não sei muito bem como num domingo à tarde, depois de uma dessas bebedeiras, em que combinei tudo não sei muito bem como. À noite estávamos em Granada, eu mais dois amigos, um deles o condutor, velho amigo meu, e duas "pitas" deslumbrantes. Uma já conhecia. A popular rockeira, que é boémia, mas, e apesar de excelente pessoa, de boas famílias e não dada a excessos. A outra, uma amiga sua, ainda muito mais deslumbrante, uma mulher que irradiava energia e amor, e que, notava-se, vivia numa prisão de normalidades... Bem, para abreviar, bebemos, e depois, na segunda noite beijámo-nos e as amigas, ou ela, já nem sei muito bem, levaram-na para casa e eu fui afogar as minhas mágoas com um loura belga, igualmente deslumbrante e interessante, com quem acabou por não dar sexo, porque eu estava demasiado bebâdo e não conseguia deixar de pensar na outra... Um pormenor: não fiz nada para além de olhá-la, e mesmo assim, com cuidado. Apesar das tentativas tresloucadas por vezes, dos outros para impressioná-la, ela ficou intrigada com o meu silêncio e calma. Foi ela quem se meteu, tentando "abrir a casca" com um "-tu és muito calado...". É daquelas pessoas que não provavelmente não voltarei a ver na minha vida...

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