segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal

Odeio o natal. Tive de apanhar boleia para descer à minha terrinha. Se pudesse não viria, mas os meus pais iam ficar a remoer naquilo certamente. tive para não vir até à última da hora, mas a solidão ainda me faria pior. Os últimos dias foram passados a pensar em Maria 24 horas por dia. Não sei o que fazer. Ela provavelmente vai-me passar a evitar, já que não respondeu à minha última tentativa de conversa no msn na sexta. Queimei o número dela que ainda tinha guardado numa caixinha de recordações. De qualquer forma tinha-lhe dito que já não o tinha, e aquilo ao menos servir-me-ia para exorcisar a minha dor e para não voltar a rebaixar-me perante ela. Ela não merecia um minuto do meu sofrimento. Doravante passaria por ela como se não a conhecesse, não seria digna de um simples olá. À minha derradeira tentativa para restabelecer contacto respondeu com desprezo e abandono. Que figura triste, por onde andará o meu orgulho? Teria de tentar ignorá-la, apagá-la da minha memória, do meu quotidiano, da minha vida. Seria um enterro definitivo, e eu sabia-lo inconscientemente.

Respirei fundo, bebi uns copos, sempre comprei e fumei um bocadito de bolota e fui para um concerto de reggae onde conheci uma rapariga interessante. Chamava-se Eva, era de Valência, fumámos juntos e falámos até às 7 da manhã. Pareceu-me fascinante até ao final, e nem por um segundo nos aborrecemos um com o outro. Não fosse o facto de ter a cabeça cheia com Maria e ter-me-ia apaixonado por ela. Trocámos números, combinámos sair juntos no dia 28 e acompanhei-a a casa. Apesar da vontade e do meu descaramento não me deixou dormir com ela. Fui para casa e sem querer perdi o número dela nas chamadas não atendidas, para ver se a amante (Rosa) tinha continuado a mandar mensagens do tipo "quero-te" e "desejo-te" mesmo depois de eu ter terminado tudo com ela. Tem namorado, o que eu desconhecia da primeira vez que fui com ela (pr'aí há dois meses), e ainda por cima acho que se chegou a apaixonar por mim. Apesar do sexo ser fantástico, e de ela se ter tornado numa grande amiga minha, eu não estava apaixonado por ela. Quando falou que ia largar o namorado, assustei-me, e para mais não tinha estômago para continuar com aquela promiscuidade e hipocrisia.

Tenho pensado na questão da idade, tenho pensado em tanta coisa. Também me cortei com a outra amiga colorida, Júlia. Acho que ainda não tinha falado dela ainda. Foi ela que me abordou há uns meses atrás, lá para Março, Abril, e na mesma noite em que nos conhecemos fomos logo para a cama. Isto leva-me de novo à questão da idade. Ela tinha 21 ou 22. Éramos amigos e dormíamos uma noite ou outra por semana geralmente aos sábados. Fumávamos e falávamos imenso e até passávamos bons momentos, mas não havia aquela química. Todas as mulheres que tenho conhecido e com quem me tenho envolvido têm rondado essa idade. E tenho que passar a evitá-las. Uma mulher com essa idade não é uma mulher, é uma rapariga. E parece haver uma décalage intransponível. De resto entretanto ela apaixonou-se por outro e desapareceu (encorajei-a de resto), eu entretanto fui com outra de 26 fantástica e encantadora, mas que recusei depois da segunda vez por andar apaixonado por Maria. Depois de ter ido para Espanha em Maio não mais a procurei e quando o fiz era já tarde demais. Ela não gostou da segunda nega que lhe dei. Tudo isto tem-me levado a pensar.

Depois há Lúcia. Após em Julho as coisas terem corrido mal com Maria pensei uma reaproximação mas não deu certo. Entretanto tenho sido amigo dela e tenho falado com ela pela net bastantes vezes. Na segunda feira, mesmo antes de ter ido para o messenger expôr aquela sofreguidão a Maria, cruzei-me com Lúcia. Fez questão de dizer que ia ter com o namorado. Ainda estive para a convidar para um café, mas percebi naquele momento que aquilo queria dizer mais qualquer coisa. Estava na altura de desistir definitivamente de ter com ela algo mais que não fosse uma amizade desinteressada. Ainda há umas semanas a tinha desafiado para largar tudo e vir ter comigo. Convidou-me para casar no gozo como que para me pôr à prova, mas continua a namorar com o mesmo tipo. Já não tenho estômago para isto igualmente.

Voltando a Júlia, depois de tudo ter corrido mal com Maria e Lúcia, em Julho acabámos por nos comer e dormir juntos na minha nova casa, mas não houve sexo. Houve depois nos meses seguintes depois das férias, mas sempre emoldurado por uma amizade sincera que eu não queria desenvolver ao contrário dela. Deixei de a procurar, e apesar de ainda falarmos e fumarmos juntos, como ela também não me procurou, acabou por se perder o contacto. Foi pensado da minha parte. Ela procura um namorado, e eu também não posso continuar envolvido nestas coisas sob pena de me acomodar e deixar de procurar aquilo que realmente desejo. E quanto ao sexo, a verdade é que Rosa (a tal amante com namorado) me deixava mais do que satisfeito, deixava-me de rastos… E com direito a tudo, e sem jogos de orgulho e de constante conflito e discussão como com Júlia. Para mais fisicamente era muito mais sensual e sabia como me provocar…
Foi do melhor sexo que tive nos últimos meses ou mais… Mas a minha cabeça não estava ali, e os meus ideais andavam longe dali. Para além do facto de ter namorado, e de lhe andar o fazer o que fazia (e eu já não era o primeiro) aquilo não seria solução nem para mim nem para ela, com a diferença de que eu sou muito mais velho e não tenho tanto tempo para perderem affairs temporários…

Pois. Maria, sempre Maria... Feche ou abra os olhos, só vejo Maria. Ontem não conseguia adormecer, estive horas a pensar nisto e escrevi sobre o que sentia. Queria apagá-la da minha vida, da minha memória... Acabou... Agora é fazer o luto e esperar que passe...

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