domingo, fevereiro 20, 2005

Deveria mentir? Deveria dizer que vou conseguir fugir eternamente de mim próprio? Que me vou ligar a uma máquina e conseguir esquecer? Ontem pensei o mais pragmáticamente possível, e tentei aceitar aquela decisão. Engoli o que demais puro havia para tentar esquecer, nem que fosse só por uma noite. Mas a verdade é que não consegui. A verdade é que a ____, e não suporto pensar que isto vai acabar. Posso não ter nada para oferecer. Posso parecer a maior merda à face da terra. Mas não é justo isto terminar assim...
Presumo que para não represente absolutamente nada. Que se esteja nas tintas para o que o que sinto e fui deixando escapar por linhas travessas. Mas custava muito dizer isso na cara, indirectamente? Custava muito olhar uma última vez, durante breves minutos, para se poder partir em paz? Entendo perfeitamente que não sente, a partir do momento em que toma tal decisão. Caso contrário teria coragem para ousar desafiar o destino. Caso contrário teria a força de vontade necessária para fintar a força das convenções sociais da (a)normalidade, e compartilhar um fantástico momento de magia, por mais breve e formal que ele fosse... Talvez se tomasse verdadeira consciência da efemeridade da vida.. Talvez se o sentisse...


Tento imaginar que nunca o desejou. Só assim a sua decisão faria sentido...



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