sábado, dezembro 26, 2009

Farto de Tudo

O problema é que pensas sempre que vais ser lido por alguém conhecido que vai saber sobre o que escreves e que vai ficar fodido quando ler. É somente quando cagas completamente de alto a baixo para essas pessoas que te soltas e és verdadeiramente livre, porque podes exorcizar os teus fantasmas à vontade, mesmo aqueles que doem mais.
Estou farto de toda esta merda, e de pessoas em particular, já para não falar de todas as que potencilmente te podem lixar à primeira oportunidade, e aqui entra a teoria
Quando um amigo, que pensas que se foda, cai o mundo como cenário em cima de ti, então se for todo o círculo de pessoas próximas que estão à tua volta a coisa torna-se ainda mais fodida. Tudo se torna feio e sem cor.
Até se pode tomar umas drogas, sair e embebedar-se fortemente que isso é o melhor que se consegue tirar de prazer na vida no momento. E escolher melhor as companhias, que é o que se aprende no final. Mesmo que acabe a noite com uma mulher na cama, depois de me vir só me quero afastar o mais rapidamente possível, e na maioria das vezes chego mesmo a arrepender-me da foda que dei, com uma qualquer espertazinha da treta, ou uma desesperada que te quer enfiar uma trela para te controlar como um cão. As mulheres são como uma bomba hormonal de cio prestes a explodir, e ainda pior são aquelas que não fodem nem se masturbam, e mesmo em todas as figuras decadentes têm a mania que estão sempre no controlo, e estão, a não ser quando levam uma tampa de um homem, e mesmo aí arranjam maneira de foder todos os outros que lhes aparecerem à frente para voltarem a sentir o poder. Nem todas as mulheres serão assim, dizem alguns, mas mesmo esses estão sempre à espera da catástrofe, mesmo que não o admitam e até os ingénuos. Os homens serão iguais ou piores dirão outras, mas a diferença é que os homens há muito que deixaram de estar no poder: são apenas marionetas que elas controlam, ou pelo menos tentam controlar, se as deixarem.
Vou sair e beber uma cerveja.
Não encontro ninguém e volto para casa. Não há muitas pessoas na rua, e as que há pouco me interessam. As mulheres que encontro são falsas e fúteis, vestem-se para dar nas vistas, porque assim podem sentir o poder, o poder de serem desejadas, assumindo o cliché de objecto sexual, que a sociedade nos injecta diariamente, nesta sociedade do espectáculo. Os homens são ou velhacos ou ingénuos manipulados, e os inteligentes mantém-se à parte de todo este lodo. O amor não existe neste mundo, e pelo menos aos meus olhos tudo se resume a fornicação e ilusão, sexo puro e duro e uma guerra sem escrúpulos disfarçada de encenação melodramática ao longo de todo o processo. Entretanto vou bebendo e observando, mesmo sozinho por vezes, ou falando de coisas fúteis só para disfarçar o pensamento.



Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

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