sábado, novembro 14, 2009

A morte dos sonhos

Tenta fazer porque sonha.
Elimina o stress.
No final, dá merda.
Não presta.

Não evita a tristeza.
Tentou não tem culpa.
Lógica mesquinha, egoísta.
Repetida até à exaustão por autómatos.
O lucro cego.
Acredita que tem o melhor dos mundos.

Cega, maníaca, efémera.
Nojo, tristeza, ódio, indiferença total.




Apaga o passado.
Não consegue olhar.
Não percebe. Todo o tempo desperdiçado.
Preferia não ter sentido nada.
Auto-censura-se.




Agora é livre, é suposto ser feliz.
Depois dos golpes, os vícios preenchem o vazio da dor.



Infelicidade.
Ejaculação.


Para os outros, representa.
Clichés repetidos ao infinito.
A tristeza não acaba. Aumenta em proporção às desilusões. Cada episódio será mais uma.



Apaga o passado.
Para sempre.
No final, um envelope esquecido.
Um dia arde.
Anseia-se o longo suspiro.


A tristeza porque falha.
Erro.
Um suplicio acreditar.
A hipocrisia.
A futilidade.
Falsidade, encenada até ao limite.


Livre do pesadelo.
Já não dirigido, contracenado.
No amor um oceano de possibilidades finitas.
Aprende-se a ser criterioso.
Com o tempo.
Nem toda a gente quer.



Apesar do desastre liberta-se.
Impossibilidade biológica, física, humana.
Desce da utopia.
Percebe que já não tem forças.
Não muda nada no mundo.
Não consegue fazer outra pessoa.
Foge.


Não.

Lamenta os actos, os gestos, os momentos.
O pior.

Impossível voltar a acreditar.
Na morte dos sonhos.

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