terça-feira, janeiro 24, 2006

Máquina do Tempo

Muitas vezes dizem que sou uma pessoa pouco equilibrada, que tenho oscilações de humor repentinas, que sou de extremos, que mudo facilmente do 8 para o 80 e vice-versa em menos de um ápice. Não vou comentar, tenho a minha própria opinião acerca disso. Mas numa coisa concordo. As minhas mudanças de estratégia, e saídas de cena, essas sim são repentinas. Amuo facilmente, e as minhas birras são eternas... Mas não são tod@s um bocado assim? Contudo não são definitivas. Tenho o poder de conseguir perdoar, e não sou irredutível. Há que ter sempre em conta o contexto, e a pessoa. É a pessoa o factor que mais pesa, a ideia que temos dela, o carinho/amor/empatia que temos para com ela. Quem sou eu para julgá-las? E que factores terão essas pessoas em conta para me julgar a mim? Seja como for, reparei que @s outr@s são iguais, senão piores que eu nessa faceta... Quantas vezes ainda mais rancoros@s... Dizem que o tempo tudo faz esquecer... A questão não é o que faz esquecer, mas o que insiste em reter. Em mim retém demasiado. Demasiadas pessoas, demasiadas imagens, demasiados momentos, demasiados lugares, demasiadas histórias...

O meu problema é massacrar-me com o passado... com as memórias do passado. Com as várias memórias do passado. O meu passado tem nomes, mas já não conhece caras, já não conhece momentos, já não conhece memórias, já não conhece os rastos...


Traição? A única traição que me poderá ser apontada, é a de ter amado mais do que uma pessoa simultâneamente. Não traí ninguém, porque nunca consegui tomar uma opção.., que não fosse a de não tomar qualquer opção...

Não há máquinas do tempo, mas as saudades, essas sim são eternas...

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